História

   Introdução 

   Desde o inicio dos tempos se acredita em vampiros, em cada parte do mundo, com lendas diferentes destes "seres da noite".Os romenos chamam-lhes de Strigoi, baseada na palavra do grego antigo para mocho, que veio a significar bruxa ou demónio, outros dos nomes eram Moroi e Pricolici.
  Nunca foi visto um até agora, por isso já ninguém acredita. O que as pessoas pensam? Que se iam mostrar para serem mortos? Ridículo!
  Espelhos? Cruzes? Alhos? O reflexo no espelho? São lendas! Eles precisaram de inventar para não saberem que eram vampiros, e poderem viver. E o Sol? Um pouco difícil de explicar, eles andam pelo sol, mas dormem um pouco, e tem de dormir sobre uma camada protectora de terra sagrada do seu país de origem (podem assim dormir á noite desta forma e andar de dia e sem ser preciso caixões).
  Desta forma não admira ninguém ter visto um, e se vir, acaba morto, o segredo dos vampiros estaria bem guardado... até agora!
  Lobisomens, não se transformam não só na Lua Cheia, mas sim também quando querem, mas na Lua Cheia, meio que é "obrigatório", se transformam sempre. Isso foi uma lenda inventada por eles, já que estão em risco de extinção. Eles não querem problemas com vampiros, pois podem morrer, por serem fortes demais, por isso não se mostram, nem se revelam a ninguém.
  Tudo está prestes a mudar!

         

 Capítulo 1

  Vampiros, o que são? Existem? São bons ou maus? Eles são designados por criaturas da noite, ou seres sem alma, que só querem sangue. Será assim? Eu acho que não, eu não acredito em vampiros, lobisomens, ou fantasmas, mas tal como á humanos bons e maus, esses seres são igual.
  Eu sou a Bianca Adams, mas muitos me chamam por Bi ou Bia, tenho 17 anos, sou a "garota que está sempre a sorrir com o sorriso perfeito", tenho um cabelo encaracolado e castanho, e olhos para o cinzento, ando sempre com calças mais ou menos justas, All Stars, t-shirt para me dar bom movimento e me sentir livre, e um casaco (pelo sim e pelo não, nunca sabemos o tempo que vai fazer), hoje é um dos últimos dias de Verão, e o primeiro dia de aulas, eu e a minha melhor amiga Cláudia, uma garota de 17 anos como eu e muito animada que ama dançar, ela tem o cabelo liso e castanho e seus olhos são verdes, e anda sempre de top, calças de Hip-Hop e sapatilhas, passamos um ano á frente, por isso, ficámos na turma de meu irmão o James de 18 anos o "galã da escola", ele tem o cabelo castanho claro, muito brilhante, fofo e lindo, como a nossa mãe, os olhos são castanhos, e ele tem o mesmo estilo de roupa que eu, t-shirt, calças mais ou menos justas e All-Star, é o meu protector, ele diz que me irá proteger sempre, tem medo que me aconteça algo.
 Meus vizinhos, o Bryan de 18 anos, um rapaz desconfiado, mas bom amigo, e protector de quem ama, ele adora seu irmão de cabelo curto e preto, olhos castanhos, t-shirt escuras, calças escuras e meias que apertadas também, e sapatilhas e o irmão dele, o Tyler de 17 anos, um rapaz mais descontraído, sociável, divertido... ele ama se divertir com os amigos, e ele daria sua vida por quem ama, principalmente pelo seu irmão, ele tem cabelo preto, curto mas o estilo do cabelo diferente do irmão, e seus olhos são castanhos escuros, ele veste sempre, uma t-shirt, um casaco com capuz, calças de ganga e sapatilhas, ficaram na mesma turma, um ano a baixo que nós, pois o Bryan reprovou, nós nos conhecemos-nos desde pequenos, crescemos os 5  juntos, eu, o James, a Cláudia, o Tyler e o Bryan, e andamos sempre juntos.
   No primeiro dia de aulas o nosso pai decidiu nos levar no seu carro, um BMW X6, meu pai se chama William Adams, tem cabelo curto e castanho escuro, olhos uns verdes escuros talvez, confesso que nunca olhei bem para os olhos dele, ele é como nós, gosta de usar t-shirt, e normalmente escuras, e calças de ganga com sapatilhas, ele nos adora, e desde o dia que nossa mãe foi morta quando eu tinha 3 anos, meu pai jurou se vingar e nos proteger, ele nos apoia em tudo e nos dá conselhos, no dia em que nossa mãe morreu meu irmão estava presente, mas ele nunca contou o que se passou.
   Saí do carro com meu irmão e fechamos as portas, ele desceu a janela, nos acenou, nós nos aproximamos os dois e espreitamos.
  -Se vossa mãe estivesse aqui e vos visse agora... estaria de certeza muito orgulhosa de ambos, como eu estou agora -disse o nosso pai com uma voz de orgulho.
 Nos afastamos-nos da janela e o meu irmão colocou a mão dele no meu ombro.
   -Também te adoramos pai. -Dizemos ao mesmo tempo a sorrir.
 A janela do carro fecha, e vamos a andar em direcção do edifício escolar, e a Cláudia aparece á nossa frente com a energia dela, e nos prega um susto.
 -Preparados para mais um ano? -Nos perguntou toda contente como tivesse ganho o euromilhões.
 -Claro que estamos - Responde o James com o belo sorriso por ambos e eu aceno de forma a dizer que sim.
 -Vamos a mais um ano pessoal - Diz o Tyler que aparece ao meu lado.
 -Bora. - Apareçe o Bryan a falar, ao lado do Tyler e nos colocá-mo-nos todos a rir.
 -Bem vamos lá entrar. - Disse.
 -Ao novo Ano! - Dissemos todos a entrar no edifício escolar.



Capítulo 2

 Já estávamos todos lá dentro, todos olhavam para nós, e os que nos conheciam nos falavam:
   -Então malta? Preparados para aturar os profs.?
   -Somos obrigados né? - Respondeu o Bryan e enquanto os outros continuavam o seu caminho e nós nos ria-mo-nos.
   -Pensava que estavas preparado para mais um ano, pelo menos lá fora o pareceu - Disse a Cláudia a rir e pôs-se á nossa frente. -Pessoal todos juntos, vamos a isto.
   -Tem que ser né? - Volta o Bryan a falar com seu olhar distante.
   -Sim tem. - Dissemos a rir.
   -Anima-te Bryan, é um novo ano, tudo será diferente. - Disse virando-me para ele.
   -Sim, eu sei, também o sinto, mas amo os stores, tu sabes Bi. -Ele dá-me o beijo na testa - Tu me conheces, vamos para não nos atrasar-mo-nos.
   -Sim, vamos -Respondi.
  Se fez ouvir nesse momento a campainha, e todos a dirigirem-se para as respectivas salas.
   -Fogo! Confesso que não tinha saudades daquela coisa, nem desta confusão. - Disse o Tyler.
   -É puto, estás a ficar igual aqui ao teu Brother - Diz o Bryan a rir.
   -Eu? - Começá-mo-nos todos a rir. - Já não se pode falar nesta vida - Ele acabou por rir também.
   -Bem, vamos lá que já tocou, até já pessoal. Diz o James.
   -Quando tocar para o intervalo nos encontra-mo-nos no bar, esta barriga precisa de comer! - Diz a Cláudia colocando a mão na barriga a rir.
   -Ok, combinado - Disseram, e eu me ri.
   -Até já. -Disseram o Tyler e o Bryan, e nós para eles.
  Nos separá-mo-nos, eles foram para um lado, e nós para outro e entrámos na nossa sala, a professora ainda não lá estava, a sala era constituída por três colunas com cinco mesas, eu me sentei na última mesa da fila do meio, meu irmão á minha frente juntamente com a Cláudia, e a falarem baixinho, eu não percebi o que diziam, me inclinei para a frente, os chamando, e eles se viraram.
  -Que se passa mana? - Perguntou o meu querido mano, e ambos a rir.
  -Obrigado por me deixarem sozinha, só á mais três lugares, o do meu lado, e aqueles - apontei para a mesa do lado direito -com um lugar também vazio, e nós três sabemos que falta um rapaz e uma garota irmãos, que nunca ninguém viu.
  -Não estás sozinha, estamos aqui á frente, e tem calma. - Respondeu a Cláudia.
  -E talvez vá para aí um gatão, mais que eu, é impossível, mas pronto, e abra o teu coração. - Disse o James a fazer a boca de como tivesse a beijar alguém, e nunca me apeteceu tanto lhe bater.
  -Era isso que estavam a falar aí baixinho? - Perguntei já vermelha.
  -Sim era isso. Combinámos - Disse a Cláudia, e ambos se riram.
  -Odeio-vos ás vezes. - Disse.
  -E nós te amamos - Disseram os dois a rir, e a virarem-se para a frente.
 A professor nesse momento entrou, uma mulher simples, cabelo loiro, apanhado, saia pelos joelhos branca, uma t-shirt branca, e uns sapatos.
  -Silêncio, a aula começou - Disse a professora colocando as coisas na mesa - Sou a professora de Inglês. Espero que nos demos todos bem.
  -Vai sonhando -Diz o James disfarçadamente e ri sem ninguém perceber, só eu e a Cláudia, pois já conhecíamos a voz dele e nos rimos também baixinho.
   -Já disse silêncio! - Voltou a dizer a professora.
 Na sala entram um rapaz e uma garota, ele vestia uma t-shirt branca, calças de ganga e sapatilhas, seu cabelo era lindo, era preto e brilhante, parecia macio, e seus olhos azuis como o céu, mas misteriosos, não sei o que me aconteceu, mas logo que o vi, minha pulsação aumentou e ele nesse momento riu baixinho, não percebi o porque, ninguém percebeu, a garota que estava ao lado dele, também sorriu, e me acalmei, a garota, tinha cabelos compridos e ondulado e meio encaracolado no final, e era castanho, seus olhos também eram castanhos, vestia uma t-shirt azul e um casaco castanho, calças de ganga, como as minhas, mais ou menos apertadas e sapatilhas. Todos olharam para eles, todos se estavam a babar, já andavam a tentar escolher entre ele e o James, qual o melhor.
   -Chegaram tarde Sr. e Sr.ª Knight, sentem-se.
   -Desculpe o atraso - Respondeu ele, e era uma voz doce.
 Não sei o porque mas a garota se sentou na outra vazia, do lado direito, e o rapaz teve de ficar ao meu lado.
  -Lá fora, fazem as apresentações - Disse a professora, e o James e a Cláudia viraram para trás a rir.
  -Que foi? - Perguntei vermelha.
  -Nada - Respondeu a Cláudia a rir
  -Só eu, que tinha razão, nada mais. - Respondeu o James a rir
  -Não, não tens! -Respondi
  -Aham, maninha, a mim não me enganas. - Disse-me o James.
  -SILÊNCIO!- Repetiu a professora e o James e a Cláudia se viraram rápido para a frente.
  -Vai ser um ano difícil - Disse o James baixinho que só quem estava perto ouvia e fez uma cara de maluco.
  -As apresentações ficam lá para fora. - Voltou a professora a repetir. - Vamos começar.
 Já todos com as coisas de fora, a professora começou a dar a aula, pediu para nós fazer-mos um exercício, e nossas canetas estavam próximas, nossas mãos tocaram, minha pulsação aumentou de novo e ele sorriu, a Cláudia, o James, a irmã dele olharan para nós, sem eu me aperceber, sorriram  e desviaram o olhar.
  -Aquilo vai dar coisa- Disse o James baixo para a Cláudia.
  -Aham - Disse a Cláudia voltando ao trabalho.
 Eu olhei nos olhos azuis e misteriosos dele, e fiquei com a mão dele na minha. Nunca me tinha sentido assim. Acho que me apaixonei.



Capítulo 3

   A campainha nessa altura tocou, desviei o olhar rapidamente, arrumei as coisas, ajeitei o cabelo, levantei-me.
     -Vê-mo-nos no bar. -Disse á Cláudia e ao James e saí a correr, sendo a primeira a sair.
     -Bi, espera aí! - Disseram a arrumar as coisas rapidamente e saindo atrás de mim a correr.
  Cheguei ao bar, era um balcão alto e se fazia uma fila, e guardei lugar para todos,  e chegaram o James e a Cláudia a correr.
    -Que te deu Bi, para saíres daquela forma? -Perguntou a Cláudia.
    -Ainda perguntas Cláudia? É o amor, ela se apaixonou. -Disse o James fazendo a cara de quem dava um beijo.
  -Calem-se com isso, eu não estou apaixonada- Disse.
 O Tyler e o Bryan aparecem juntos.
   -Quem está apaixonado? - Perguntou o Tyler.
   -Ninguém. - Disse
   -A minha querida maninha por um novo aluno. - Disse o James só para me conseguir irritar.
  -Não, não estou! -Disse de novo já a ficar vermelha.
   -Então o que é isso? Estás a ficar vermelha Bi -Disse o Tyler a rir.
   -E ficou assim na aula, quando ele entrou, e se sentou ao lado dela, quando as mãos deles tocaram ao irem buscarem as canetas e se olharam nos olhos, e está toda nervosa, que romântico! A Bi se apaixonou! -Disse a Cláudia a rir.
 Avançamos na fila.
   -Tu te apaixonaste Bi, admite, o amor atinge todos -Disse o Tyler a rir.
   -Não atingiu, e falam mas não atingiu nenhum de nós, ou alguém está apaixonado? -Perguntei
   -Não, claro que não -Disseram todos.
 Os irmãos Knight chegaram ao bar.
   -Só me faltava esta -Disse, virando para a frente e dando um passo em frente.
 O James, o Tyler, o Bryan, e a Cláudia olharam para os Knight.
   -É aquele por quem a Bi se apaixonou -Disse o James.
   -Não estou apaixonada! -Disse batendo numa de brincadeira ao James.
 O tal rapaz riu, parecia ouvir tudo ou sei lá.
   -Não acredito nisto, -disse o Bryan irritado e virou para a frente,  todos eles se viraram, e eu me virei para trás -Bi, afasta-te dele!
   -Porquê? Conheces-o? -Perguntei.
   -Bi, acredita no que digo, esta gente só atrai problemas, afasta-te dele, estou a dizer para o teu próprio bem, tens uma alma demasiado boa. -Disse-me o Bryan.
   -Ok, agora até a mim me estás a assustar. -Disse o James.
   -Pessoal, confiem em mim -Disse o Bryan.
 Eles compraram algo para comer, saímos do bar sem dizer nada e tocou, fomos todos para as respectivas salas. A aula passou e tentei não me virar para ele.
 O toque final tocou. O rapaz e a irmã saíram, então não tive pressa em arrumar. Me levantei, arrumei a cadeira junto á mesa, e saí com o James e a Cláudia.
    -Vamos nos encontrar com o Tyler e o Bryan lá fora -Disse o James
 Eu acenei com a cabeça de forma a dizer que sim.
 Íamos em direcção á rua, quando fui contra o Robert e caí.
   -Au! -Disse caindo de rabo no chão, e o James e a Cláudia se afastaram sem me aperceber, me tinha perdido nos lindos olhos azuis e misteriosos dele.
 Ele esticou a mão e me ajudou a levantar.
   -Desculpa.... como te posso chamar? -Desculpou-se, e perguntou.
 Estavam todos a olhar para nós, mas nem me tinha percebido, todas as garotas estavam a bisbilhotar e a comentar baixo enquanto viam.
  -Bianca Adams, e tu? Como posso chamar-te? -Perguntei enquanto me levantava e minha pulsação acelarou.
  -Knight... Robert Knight, e tem calma, pareces nervosa. -Disse-me, colocando a mão no meu rosto e me dando um beijo na testa e me acalmei.
  -Vou andando então -Disse andando até á porta da entrada onde estava a Cláudia e o James, parando e olhando para ele.
  -Que foi aquilo? -Perguntaram eles com cara de malandros.
  -Nada -Disse indo ter com o Bryan e o Tyler.
  -Bem, que vamos fazer pessoal? -Perguntou o Bryan.
  -Vocês não sei, mas eu sei onde vou.
  -Onde? -Perguntou o Tyler e o James.
  -Que metidos! -Disse a Cláudia dando uma com as mãos nas cabeças dele.
  -Ei! -Disseram os dois, e nos ri-mos todos.
  -Vou até ao cemitério ver a minha mãe. -Baixei a cabeça ao responder e fez-se um silêncio.
 Meu irmão chegou a mim e me abraçou e me beijou na testa.
  -Ok, vai lá, tem cuidado maninha. Te adoro. Alguma coisa telefona-me logo. -Disse-me
  -Ok, assim farei. -Disse a ele e me afastando.
 Cheguei ao cemitério numa campa, pequena, onde dizia: "Caroline Adams... Com amor dos teus filhos e teu marido com grandes saudades.", me sentei e desabafei.
  -Mãe, sei que não estás aqui mas... precisava de sentir a tua presença, de te sentir perto de mim -Comecei a chorar -Precisamos de ti. -Fiquei sentada um bom tempo.
  Uma neblina se fez, e vi alguém vindo na minha direcção, era uma garota, de cabelos pretos ondulado, olhos castanhos, umas calças apertadas, um blusa umas sapatilhas, e tinha armas!
 Ela chegou á minha frente e me prendeu o pescoço.
   -Que sabes sobre os Knights? -Perguntou com ódio.
   -Nada, nem sei quem é -Falei quase sem conseguir respirar e com medo. -Não sei quem é!
   -Aquele a quem foste contra, na escola. -Me disse. -Já sabes?
   -É novo, nunca o tinha visto, só isso.
 Ela me largou e me mandou com a cabeça contra a campa escrita que era feita de pedra e desmaiei ficando a sangrar na testa.
 Ela se foi embora e me deixou assim, duas horas e meia se passaram e a neblina não baixou, meu irmão foi me procurar ao cemitério junto dos outros.
   -Bia? Bia? -Gritaram e eu não acordava, foram embora á minha procura.
 Alguém me pegou.
  -Vou te tirar daqui, e cuidar disso na tua testa, prometo. -Disse alguém, me beijando na testa e na neblina três cores de olhos se viram a brilhar, uns vermelhos, uns uns castanhos claros e outros mais escuros.


Capítulo 4


   Acordei numa casa gigante, parecia um castelo, num quarto enorme, o meu cabia lá três vezes, a cama era muito fofa, o tecido parecia especial, nunca tinha visto antes, e diários desde o ano de 1785. Tinha uma mesa antiga do século XIX, mais uma pilha de livros velhos, era tudo muito antigo, tinha cerca de quatro armários. Estava deitada na cama, com um curativo na testa, era quase de dia, quase 7:30h, meu irmão, meu pai e os outros deviam estar muito preocupados. A porta do quarto que ficava do lado direito da cama abriu e era a Knight, a irmã do Robert.
      -Vejo que já acordaste, és a Bianca Adams certo? -Perguntou-me sentando na cama.
      -Sim, és a irmã do Robert né? -Disse
      -Sim sou, me chamo Diana Knight, prazer.
      -Prazer, no cemitério perguntaram o que sabia sobre vocês, os Knight, porquê, e quem me trouxe?
      -Nossa família sempre foi julgada, são histórias do passado que perseguem, mas não te preocupes, e foi o Robert que te encontrou desmaiada no cemitério -O Robert entra no quarto e encosta-se na porta. - Bem, vou andando para a escola... -diz levantando-...nos encontramo-nos lá -Ela caminha até á porta e sai do quarto.
   O Robert se aproxima e se senta ao meu lado na cama passando a mão no meu rosto.
       -Estou a ver que já conheceste minha irmã, estás melhor?
       -Sim estou, mas... o meu irmão, meu pai, os outros, devem estar muito preocupados comigo!
       -Tem calma, eu enviei mensagens a eles, dizendo que estavas na casa de uma colega. Vá, tens ali umas roupas que minha irmã te emprestou, toma um banho para relaxar, veste-te, prepara-te que eu levo-te no meu carro, chegamos num instante. Tens toalhas no banheiro, vou preparar algo para comer.
      -Ok, obrigado por tudo Robert. -Agradeci, ele se levantou, saio do quarto, e eu me encaminhei para o banheiro que ficava ao lado da cama, do lado esquerdo.
   O banheiro, era perqueno, só um lavatório, sanita e banheira, o chão era de mosaicos brancos, tal como as paredes e dava para sentir o cheiro das árvores.
   Tomei um banho rápido, uns dez minutos, sequei o cabelo, e vesti umas calças pretas apertadas, não eram muito, estavam-me bem, uma blusa vermelha, e um casaco preto, e as minhas sapatilhas pretas, penteei-me, arrumei tudo num saco, saí do banheiro peguei na mochila e saí do quarto. Tinha uma porta em frente quando saí, eram os últimos dois, de um corredor enorme, tinha pelo menos mais seis portas (três do lado direito e três do lado esquerdo e antes das escadas havia mais duas), mas com grande espaço a dividir, fui a andar, e encontrei as escadas, desci a correr, cheguei mesmo ao pé da entrada da casa, mas havia mais escadas do lado esquerdo.
     -Que grande casa! -Disse baixo e o Robert apareceu ao pé de uma porta do lado direito e fui ter com ele.
     -Vá anda comer.
  Tinha muita comida em cima da mesa... leite, chocolate para o leite, pão, geleia, ovos estrelados, cereais, bacon e presunto.
     -Fogo! Tanta comida! Eu não consigo comer isto tudo sozinha.
     -Quem disse que isto tudo era só para ti? Eu não tenho direito? -Perguntou a rir.
     -Desculpa -Fiz uma cara de envergonhada.
     -Vá come, não queres chegar tarde ou queres?
  Sentámos os dois, ele pegou num pão, e colocou bacon, ovo, e presunto, pegou leite e bebeu e comeu aquilo tudo, e eu fartava de me rir.
     -Que foi? -Perguntou ele
     -Pareces a Cláudia. -Disse comendo um pão com manteiga e bebendo leite com chocolate. -Já estou.
     -Tens a certeza? -Perguntou
     -Sim tenho, podemos ir, tenho que ir trocar de livros. Só temos quinze minutos. -Disse eu
     -Ok, ok, vamos lá. -Disse o Robert acabando de comer.
  Nós nos dirigimos para a porta da cozinha que ficava do lado esquerdo das escadas e para a porta de entrada, á frente das escadas. Nos aproximá-mo-nos de um porsche preto, ele me abriu a porta.
    -Obrigado. -Falei entrando.
  Ele entrou e começou a conduzir, passando pelo belo jardim e a fonte da parte da frente do casarão, o caminho para a pequena cidade era uma bela floresta, cheia de linda e altas árvores, passado um pouco, depois de alguns semáforos irritantes e de uma música romântica que me estava a irritar chegamos a minha casa. Eu fui rápido ao meu quarto, meu pai já não estava em casa, (minha casa é pequena, fica do lado esquerdo da rua, á entrada do lado direito fica a sala de estar, e do lado esquerdo a cozinha, depois ao lado da cozinha o quarto do meu pai, e a porta para o quintal ao lado da sala, e a sala também lá vai dar, o jardim é pequeno, tem relva bem tratada onde me deito ás vezes ao sol, lá em cima tem o banheiro do lado esquerdo das escadas, e do lado direito o meu quarto, e á frente do meu o do meu irmão, e outro de hóspedes, e á frente do banheiro ficava uma porta que ia levar a um terraço onde ficava a ver o pôr-do-sol com meu irmão), peguei meus livros e saí a correr, entrei no carro, coloquei o cinto.
     -Vai rápido, estamos a ficar atrasados. -Disse já aflita, pois nunca me atrasei nem faltei na minha vida, nem quando estava doente.
   Ele acelerou, mas quando chegamos já tinha tocado. Batemos á porta da sala. A professora foi abrir, era inglês outra vez, não percebia.
     -Menina Adams e Sr.Knight, atrasados.
     -Foi culpa minha. -Disse ele e eu me viro para ele de olhos a quererem dizer: "Tu me salvas-te e ainda dizes que a culpa é tua?"
      -Sentem-se! -Disse a professora.
  O Robert sentou e eu fiquei perplexa, quando vi a garota que me tinha atacado ali, ao lado da Diana. Ela me acenou com um olhar ainda de ódio. Não acreditava... que fazia ela ali? O Robert tinha visto, mas não se alarmou.
     -Sente menina Adams!
     -S..Sim -Gaguejei.
 Sentei-me no meu lugar ao lado do Robert. O James e a Cláudia viraram-se para trás e sorriram.
     -Andámos louco á tua procura e só ás 23h nos avisas? -Disse o James falando baixinho
     -Desculpem é que...  meu telemóvel ficou sem bateria.-Respondi também baixo.
     -Desculpada -Disse a Cláudia e se viraram para a frente.
     -Já que chegaram tarde, volto a explicar para ambos o porquê de Inglês de novo, trocá-mos com Geografia, agora a Geografia é na antiga hora de Inglês, e temos uma nova aluna, a Nicole Parker -apontando para ela.
     -Ah, ok, explicado. -Disse, apontando a mudança do horário.
   Um homem com alguma coisa nos ouvidos e outra coisa na mão apareceu do lado de fora, o Robert e a Diana ficaram preocupados. Meteram as maus aos ouvidos e se encolhiam no chão.
    -Parem com este barulho, AAAAAAAAAAAh -Gritavam de dor, mas ninguém ouvia nada, eles pararam mais ainda ficaram com as mãos aos ouvidos e deitados no chão.
    -Professora é melhor levá-los á enfermaria. -Disse eu e o James.
    -Ok, levem-nos. -Eu levei o Robert e o James a Diana, eles levavam as mãos nos ouvidos e ainda com expressão de dor, não entendíamos nada.
   Chegámos á enfermaria, abrimos a porta, e tinha lá vário material médico e medicamentos, quando olhamos para os sofás vimos o Tyler e o Bryan estendidos num dos sofás com as mãos nos ouvidos.
    -Que se passou com vocês dois também? -Perguntou o James pondo a Diana num sofá, e eu sentando num sofá e deitando o Robert pondo a cabeça dele no meu colo, e ambos iguais, com as mãos nos ouvidos e expressão de dor.
     -Eles pararam no chão com as mãos nos ouvidos a dizerem "Parem com este barulho, doi", aí os trouxemos. -Disse um dos rapazes, ambos altos, de cabelo curto e preto, um vestido com uma t-shirt azul escura, e outro com vermelha, uma com calças de ganga e outro com calças pretas, e ambos de sapatilhas, e os rostos eram completamente diferentes, mas quem falou foi o da t-shitr azul escura.
     -A eles aconteceu igual, mas não ouvimos nada. -Disse o James.
     -Nem nós. -Disse o rapaz de t-shirt vermelha.
     -Mas que raio se passa aqui? -Disse olhando o Bryan, o Tyler, a Diana, o Robert, e lhe mexia no cabelo, e olhei para o James com um olhar preocupado.
     -Não sei maninha, não sei, mas estou com um mau pressentimento -Disse se ajoelhando á minha frente e me abraçando.


Capítulo 5

   -É melhor irem todos para casa. -Disse a enfermeira, uma senhora nova, de cabelo loiro, apanhado, calças de ganga, blusa azul escura e uma bata branca, e sapatilhas. -E cada um leva quem trouxe para explicarem aos pais bem o que aconteceu. -Entregou um papel a todos com a assinatura dela a dizer: "Os alunos não estavam bem, e por ordens minhas tiveram de ir para casa, quem os acompanhou á enfermaria, também teve o direito, depois me explico perante o professor e director da escola directamente."
   -Ok, fica aqui mana, vou avisar a professora. -Disse o James dando um beijo na minha testa e saído até á sala.
 O rapaz da blusa vermelha também saiu para explicar. O rapaz da blusa azul escura pegou pelo Tyler e o foi levando até á porta. Eu estava com cara preocupada é óbvio.
  O rapaz parou antes de atravessar a porta.
      -Ei! Sua louca! Vamos ficar bem. -Disse o Tyler, e o rapaz o levou para seu carro.
  O outro rapaz chegou pegou no Bryan e o levou também para o carro, eu lhe peguei bem forte pela mão.
      -Logo vou lá ter. -Disse.
  Ele passou a mão pela minha cabeça.
     -Eu sei que sim, até logo. -Disse sendo levado até ao carro onde estava o Tyler, e os levaran até casa.
     -Que cara é essa? Fica mal numa cara tão linda e tão brilhante como a tua. -Disse o Robert.
     -Nada eu vou ficar bem, assim que vocês quatro estiverem bem. -Disse deixando cair uma lágrima.
  Ele limpou. Agarrou a minha mão bem firme e encostou a cara á minha barriga a sorrir.
     -Diana, mana, estás bem? -Perguntou o Robert, ainda da mesma forma, com a expressão de dor na cara, de mão dada a mim e com a cabeça na minha barriga.
     -Vou ficar. -Disse ela.
   
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   O James foi a correr até á sala sem bater á porta.
     -Desculpe professora, mas a enfermeira disse para os levar para casa. -Disse o James entregando os papéis e a professora começa a ler.
     -Ok, pega as tuas coisas e as da Sr.ª Adams, e vai. -Diz acabando de ler.
   Ele foi á direcção das coisas e arruma.
     -Que se passou James? -Perguntou a Cláudia.
     -Depois explico!. -Disse o James a correr.
  Ele chega á enfermaria.
     -Bem, vamos. -Entra pegando na Diana.
     -Ei... -O Robert pega a chaves do carro dele e atira ao James e ele apanha. -...Conduzes tu.
     -Ok. -Disse o James, indo pelo corredor sempre em frente até á porta de entrada.
  Eu peguei no Robert e o levei. Entrámos no carro, e o James colocou a Diana á frente com ele, e eu fui atrás com o Robert. Ele ia com a cabeça no meu colo, encostado na minha barriga, e com a mão ao peito dele e de olhos fechados.
     -Mas eu não sei onde fica a casa. -Disse o James, ligando o carro.
     -Mas eu sei. -Disse -Eu indico o caminho.
  Ele se virou para mim surpreendido.
     -Que foi? -Perguntei
     -Nada, para quem não estava apaixonada por uma certa pessoa, sabes muito. -Disse o James a rir.
     -Deixa de gracinhas, já não se pode saber nada nesta vida. E estou a ficar igual ao Tyler, lindo!
  Ele riu, eu fui dando as direcções do caminho, e por vim chegamos.
  Eles se levantaram logo, se puseram logo direitos, e olharam um para o outro.
     -Isto não é nada bom. -Disseram o Robert e a Diana ao mesmo tempo.
 Eles saíram do carro a correr, e nós saímos atrás deles.
     -Espereeeeem pessoal! -Disse o James
  Nós fomos a correr, até ao quarto do Robert que era onde se encontravam eles.
  Entrámos no quarto dele, e estava tudo espalhado no chão, coisas partidas, viradas de pernas para o ar. Uma GRANDE confusão.
    -Que se passou aqui? Parece que passou um tornado. -Disse
  O Robert estava sentado na cama agarrado a um álbum de fotos, e parecia tentar não chorar e a Diana estava ao lado dele abraçada.
    -Calma Robert. -Disse a Diana. -Vamos resolver isto.
    -Calma? Estamos em perigo... -Disse ele com um pouco de receio e olhando para mim. -Desculpa Bianca.
     -Pelo quê? -Perguntei já sem saber o que se passava.
     -Por nada. Podem ir, nós ficamos bem. -Disse a Diana
     -De certeza? -Perguntamos.
     -Sim. -Respondeu.
  Nós fomos embora. Fomos até pé a casa, e até soube bem, fomos abraçados, eu e o James, eu de cabeça encostada a ele, passando pelas aquelas árvores, foi muito bom, o cheiro, me encantava.
  Ao chegarmos ao carro do nosso pai vimos que a porta estava arrombada, olhámos um para o outro e fomos a correr.
      -Paaaaaaaaaaaai?! -Gritámos os dois, mesmo antes de entrar.
  Ele estava deitado no chão.
     -Ajudem aqui o velhote a levantar. -Disse o nosso pai.
  Nós o  ajudámos e o levamos até ao sofá e nos sentámos ao lado dele
     -Que se passou pai? -Perguntou o James.
     -Um homem careca todo vestido de preto e com armas chegou a perguntar pela Bianca me apanhou a sair do carro, e me foi a socar até á porta, mas depois de entrar e ficar assim como me viram, ele não avançou da porta. -Disse o meu pai pondo os braços á nossa volta e beijando nossas testas. -Vos irei proteger com minha vida se for preciso, sempre.
      -Vou descansar lá para cima para o meu quarto. -Disse a me levantar e fui em direcção ás escadas.
      -Vou preparar algo para comer, para mim e para o pai, não queres? -Perguntou o James a se levantar.
      -Não, quero mesmo é dormir. -Disse a subir as escadas, cheguei ao quarto, me deitei e adormeci.
  Lá em baixo meu pai e meu irmão ficaram a comer. Meu pai deitou no sofá e adormeceu e o James, ficou lá no computador na sala. A campainha tocou, era o Tyler, o Bryan e a Cláudia, o James foi abrir. 
     -Onde está a Bia? Fiquei preocupado, ela disse que nos ia ver, e ainda não apareceu. -Perguntou o Bryan.
     -Está no quarto a dormir e meu pai a dormir no sofá. Foi um dia difícil. O que houve com vocês dois e os Knight na escola, a confusão na casa deles, meu pai atacado para saberem coisas sobre minha irmã.
    -Como assim? Confusão na casa do Kinght e teu pai ser atacado para saberem coisas da Bia? -Perguntou a Cláudia preocupada.
   -O quarto do Robert parecia ter passado um tornado, alguém lá entrou, e alguém atacou nosso pai ao sair do carro para saber onde estava a Bia.
    -Que cena! -Disse o Bryan.
    -Bem vamos indo e vos deixar. Até amanhã. -Eles foram embora e ele fechou a porta e foi para o computador de novo.
  
          ---

     -Tenho que ir ver a Bia, tenho saber como ela está. -Disse o Robert preocupado e a chorar, seu choro não era normal, ele chorava sangue.
  A Diana limpou as lágrimas dele. 
     -Calma, tudo se vai resolver. -Disse ela. -Mas se te fizer ficar mais descansado, vai lá.
 Ele sorriu.
     -Até já. -Disse ele a correr, numa velocidade incrível, ele chegou a minha casa em 1 minutos e meio, numa distância que de carro é de 10 minutos. E ele tocou á campainha.

---

       Eu acordei com a campainha e ninguém atendia, então me levantei e fui lá eu, e vinha um cheiro bom e uma música horrível, eram eles a cantar no quintal, estavam a fazer churrasco, mas cheirava mesmo bem, eu abri a porta e era o Robert com o belo sorriso, minha pulsação aumentou.
           -Precisava de saber se estavas bem. -Disse ele.
           -Sim estou. -Disse olhando para os olhos azuis dele, aqueles olhos perfeitos. -Meu irmão e meu pai estão a fazer churrasco lá atrás, queres entrar e fazer companhia?
           -Não quero incomodar. -Disse ele.
           -Não incomodas nada, entra Robert. -Disse.
    Ele entrou, fechei a porta e fomos até ao quintal, e finalmente pararam de cantar.
           -Aleluia, ainda bem que não caio um anjo do céu com essa música horrível. -Disse a rir, e todos se riram. -Este é o Robert Knight, um amigo meu, não se importam que ele fique?
           -Amigo, sei. -Disse o meu pai.
           -Pai! -Disse vermelha.
           -É não é? Estou a dizer isso desde o primeiro dia de aulas.
           -Mano! -Disse ainda mais vermelha.
    Eles se riram.
            -É melhor parar. -Disseram os dois.
            -É, é melhor. -Olhei de lado.
            -Jantar pronto, venham comer. -Disse o meu pai.
     Pegamos todos e comemos. Meu pai tirou fotos durante o jantar, e eu, o mano, o Robert, a câmara passou por todos. Até que o meu irmão teve a ideia de pegar na mangueira e nos molhar, começamos todos a correr, e acabou por todos molharem e serem molhados.
           -Está a ser divertido, mas tenho que ir. -Disse o Robert dando dois apertos de mãos ao meu pai e ao meu irmão. -Obrigado por tudo Sr. Adams, até uma próxima.
          -Gostei de ti miúdo, até. -Disse meu pai
     Acompanhei o Robert até á porta.
           -Até amanhã Bia, me diverti muito, obrigado.
           -Até. -Disse sorrindo, ele foi embora, e eu fechei a porta.
           -Vou para o meu quarto! -Disse gritando.
     Eles ficaram no quintal ainda a brincar feitas duas crianças, cheguei ao meu quarto e vi alguém igual ao Robert.
           -Mas como...? -Falava, já não sabendo o que se passava.- Como estás aqui Robert? Tu acabaste de sair.
           -Não sou o Robert. -Disse ele.
           -Aham e eu não sou a Bianca Adams. -Fui lá ter com ele, peguei na mão para o tentar levar para fora do meu quarto. Minha mão atravessou por ele!
            -Temos que falar Bianca Adams. É sério! -Disse ele.
            -Mas ... quem és tu? O que és tu?. -Perguntei.


Capitulo 6

       Eu fiquei a olhar para ele, não queria acreditar o que estava ali a acontecer, eu já não sabia o que se passava.
          -Ok, eu estou a sonhar, eu tenho que acordar. -Dizia a andar de um lado para o outro.
          -Não, não estás. -Disse ele. -Tem calma. Eu vou explicar, vou responder, eu sou o Justin Knight...
          -Knight? -Disse confusa.
          -Sim, sou irmão do Robert e da Diana, sou o irmão gémeo do Robert.
          -Então porque ele nunca falou em ti? -Perguntei a andar de um lado para o outro.
          -Porque... porque iria falar de um irmão morto? -Disse ele com cara triste.
          -Morto?! Uau! Como assim morto? 
          -Sou um fantasma, é uma longa história, mas não vim por isso. -Disse ele sério. -Quero ajudar, meu irmão e  a ti já que ele se apaixonou loucamente por ti, deves ser boa pessoa, sinto que tua alma é pura.
          -Apaixonado loucamente? Por mim? -Disse minha pulsação acelerando.
          -Calma... sim é verdade. E penso que também gostas né? -Disse ele sentando na minha cama, uma cama de solteiro mas um pouco mais largo.
          -Não. -Disse corando e desviando a cara e me sentei ao lado dele. -Como conseguiste sentar? Há pouco minha mão atravessou  por ti. -Me virei para ele.
          -Primeiro gostas, segundo, sou um fantasma! Quando quero sentar, sento, quando quero que me vejam me mostro, apareço onde quero, quando quer, e a quem quero, e igual ás restantes coisas.
          -Lindo. -Disse a rir. -E bem, talvez seja verdade, talvez goste um pouco. -Disse corada.
          -Ele ficou daquela forma, porque roubaram umas coisas dele, fotos tuas, ele não quer dizer nada mas... estás em perigo, e ele pensa que desta forma está a proteger. -Disse-me ele.
         -Em... perigo? -Disse já com medo.
         -Sim, tenho que ir. Meu irmão tem bom gosto. -Disse ele a rir. -Vá descontrai, eu, ele e a Diana estaremos atentos, prontos e atentos.
         -Espera! -Disse mas ele já tinha desaparecido do nada.
   Fiquei perplexa com medo e me sentei.
   Peguei no casaco e saí do quarto a correr, desci as escadas a correr e gritei:
       -Vou dar uma volta, preciso de ar fresco.
       -Bia espera! -Vieram a correr atrás de mim mas não conseguiram, o James foi atrás de mim.
   Fui a correr até á floresta e me sentei ao pé de uma árvore, abracei as pernas.
   O James chegou a mim e se sentou, não disse uma palavra, mas soube bem, não queria falar, queria era alguém para me ajudar assim, ele sabia o que fazer sempre.
      -Estarei sempre aqui para tudo maninha. -Disse ele me abraçando.
   Eu acenei com a cabeça de forma a dizer que sim, eu sei, e fiquei com a cabeça encostada a ele.
  
      ---

   O Justin apareceu de repente á frente do Robert assustando-o.
        -Que susto meu! -Disse o Robert mandando com um livro nele mas atravessou.
        -Estamos de bom humor hoje heim. -Disse ele. -Mano, Deus não é bom nem é mau, é justo! Tu és bom, ela é boa pessoa, uma boa alma, Deus não vai deixar acontecer nada a vocês.
        -Justin, filosofias hoje não, vou me trocar.
    Ele tomou banho e se trocou. Pegou numa garrafa com sangue e bebeu indo para o quarto.
         -Eu nunca poderei ser normal com isto, nem sou forte, este sangue não chega, fui feito para ser assassino, é o que sou. - Diz o Robert se sentando na cama, e chorando. -A Bianca não gostará de um monstro como eu.
         -Não és nenhum assassino nem nenhum monstro -Disse o Justin sentando ao lado do Robert.
         -Sou sim! -Disse chorando sangue.
         -Robert, mano, tal como humanos, nós escolhemos nosso caminho, escolhemos entre o bom e o mau, tu tens isto. -Coloca a mão no coração dele. -Podes escolher o que queres ser.
    A Diana entra no quarto vai a andar na direcção deles e diz:
         -O Justin tem razão, podemos escolher, tu tens humanidade em ti tal como eu e o Justin. Tu amas a Bianca, não pelo sangue mas pela sua alma, como ela é.
         -Sim, é verdade, mas tenho medo que isso a leve á morte. Tenho medo que ela morra -Chora e limpa as lágrimas de sangue.
         -Vai ficar tudo bem. -Disse a Diana.
         -Estaremos sempre juntos. -Disse o Justin e se abraçaram os três. -Bem vou desaparecer, vou dar as minhas voltas, até já. -E ele desaparece.
         -Vou ler um pouco. Até já mano. -Beijou a testa do Robert e saiu.
     Ele pegou no anel da mãe e o olhou, o limpou bem e guardou.
         -Um dia talvez. -Disse o Robert.
     Ele foi para a rua rapidamente e assobiou.
          -Trovão! -Apareceu um belo cavalo selvagem preto, ele subiu e cavalgou pelo pátio. Passado 1 hora ele saiu e deixou o belo cavalo á solta, foi a correr ao quarto. Pegou numa foto minha e a levou ao coração.
         -Te irei proteger, nem que tenha de dar minha vida para isso. -Coloca a foto com o anel em cima na mesa. e se foi deitar.

    ---

      2 horas se passaram, e ainda ali estávamos, ja eram 23h.
          -Amanhã temos aulas, é melhor irmos. -Disse o James.
          -Sim vamos. -Disse.
      Nos levantamos e colocou o casaco dele em mim, pois o que tinha trazido era fininho. Ele ia a me abraçar, chegámos a casa, ele foi para o quarto dele e eu para o banheiro. Vesti o pijama, era branco, calções e t-shirt, lavei os dentes, penteei-me e fui para o quarto. Preparei as coisas para o dia seguinte. Bateram á porta do meu quarto.
        -Pode entrar. -Disse sentando na cama.
    A porta abriu e era meu pai.
         -Filha... -Ele sentou ao meu lado e colocou a mão dele no meu rosto. -....Sabes que podes sempre contar comigo né?
         -Sim pai, eu sei. Adoro-te.
     Ele me beijou na testa e o abracei.
         -Vá dorme bem, beijinhos, até amanhã meu anjo. -Disse meu pai a sorrir e a levantar e entra meu irmão e meu pai sai, e ao sair coloca a mão no ombro do James. -Tenho muito orgulho em vocês.
     Meu pai sai e meu irmão encosta num armário.
     Meu quarto é simples, ao lado da porta um armário, depois á frente minha cama, e aos pés da cama um espelho, e uma mesa com os livros...
       -Deita-te. -Disse meu irmão fazendo um gesto com a cabeça tipo a dizer: "Vá deita-te para trás, já é tarde."
       -Sim pai. -Disse me deitando.
   Ele me ajeitou os cobertores, me beijou na testa, e foi para a porta e desligou a luz.
       -Até amanhã maninha, dorme bem, te adoro.
       -Também te adoro mano.
   Ele saio e fechou a porta.
   Eu estava na minha cama, em minha casa, e o Robert na cama dele na casa dele.
       -Eu amo-te Robert Knight.
       -Eu amo-te Bianca Adams.- Dizemos os dois no mesmo momento.
   Nesse instante algo explodiu na pequena cidade ou nos arredores. Saímos todos da cama, e fomos lá fora os três a correr e vimos o fumo todo a vir de frente.
       -Mas que raio foi isto? -Disse o James sobressaltado.
       -Não sei, mas não é bom.
    Uma carta caiu á minha frente, peguei e li : " É isto o que pode acontecer ao teu amigo e a ti, prepara-te isto é o começo de muita dor e sofrimento para vocês.". Eu fiquei perplexa a olhar para a carta sem me mexer.         


                                                         Capítulo 7                                                    


   Quem me quer assim tanto mal? E o Robert? Eu nao percebo o que se passa. 
      -Estás bem? -Perguntou meu pai.
      -Vou ficar pai. -Disse.
   Meu irmão me abraçou e nosso pai nos abraçou por trás. 
     -Os dois para a cama. -Disse o nosso pai.
     -Ok. -Nós os dois nos afastámos da porta e o nosso pai fechou a porta nos beijando na testa de cada um e indo para o quarto dele.
     -Vá vamos. -Disse meu irmão.
   Nós fomos para cima, nos separá-mo-nos á porta dos quartos.
     -Dorme bem mano.
     -Tu também maninha.
   Entrámos no respectivo quarto e fechámos a porta.
   Fui até á cama e me deitei, me virei e adormeci.
   Alguma coisa entrou no meu quarto, eu o vi a saltar pela janela, mas não lhe vi o rosto. Estou a ficar com medo desta história...

                                                                             ---

   Eram umas seis e quarenta e cinco da manhã quando o meu irmão me entrou no quarto.
     -Está na hora de levantar mana, já são horas. Eu já estou. -Disse meu irmão me dando um beija na cara.
     -Só mais um pouco. -Disse puxando o cobertor para cima.
     -Sais a bem ou a mal, escolhe, e a maneira má é água gelada. -Disse ele.
     -Não serias capaz! -Disse eu me sentando.
     -Queres exprimentar? -Disse já a ir para a porta.
     -Estou de pé, estou de pé. -Disse me levantando.
 Era verdade ele já estava, o cabelo bem penteado, t-shirt vermelha, calças, e umas sapatihas.
 Eu peguei na primeira coisa que me apareceu á frente, calções, e top vermelho e umas sapatilhas.
    -Pronto. -Disse baixo e verificando a mochila. 
 Tomei banho, vesti-me e fui para baixo, preparei torradas e leite, comi, fui á casa de banho lá a cima lavar os dentes, pentear, peguei na mala, me juntei ao meu irmão á porta e saí com ele. Eram oito e quinze quando saímos.
   -Demoraste hoje. -Disse meu irmão a rir.
   -Não dormi bem. -Disse enquanto andávamos.
   -Porquê? -Perguntou meu irmão preocupado.
   -Pesadelos, etc... 
   -Vou fingir que acredito.-Disse ele pegando os fones dele e colocando aos ouvidos dele, com música, eu fiz o mesmo.
  Nós chegámos eram oito e vinte e cinco, ainda não tinha tocado, faltavam cinco minutos, nos encontrá-mo-nos na entrada da escola.
     -Chegamos. -Dissemos eu e o James tirando os fones.
  Eles se abraçaram a mim, a Claúdia, o Bryan e o Tyler.
      -Desculpem pessoal, nao ir ver, eu disse que ia mas...
      -Esqueçe isso sua louca...-Disse o Tyler.
      -Ok então, obrigado. -Disse ajeitando o cabelo.
      -E que deu á menina para vir assim vestida hoje? -Disse a Cláudia a rir.
      -Estava com preguiça, peguei no que me apareceu á frente e vesti.
      -Hum... ok, ouviram aquilo ontem? -Perguntou a Cláudia olhando para todos.
      -Sim. -Dissemos.
      -Foi por isso que não dormi bem. -Disse.
      -Eu já avisei, afasta do Knight, ele é perigoso. -Disse o Bryan com cara séria. -Esse tipo só traz problemas atrás. -A campainha tocou e ele foi andando.
      -Encontra-mo-nos no bar.-Gritou a Cláudia e o Bryan levantou o braço e a mão direita de forma a dizer "ok", com o polegar.
       -Lamento Bi, mas concordo com ele. -Disse o Tyler e afastou e foi com o Bryan.
  Nós fomos a andar sem dizer uma única palavra. No corredor á entrada da sala estava o Robert e a Nicole. Ele estava a agarrar os braços dela, encostados á parede. Eu, a Cláudia e o James parámos.
      -Que queres? -Perguntou o Robert furioso.
      -És muito lindo para um vampiro. -Disse ela. -Pelos vistos gostas da Adams. -Ela olhou para mim e ele olhou depois também. -Talvez seja mais fácil te caçar, ferindo quem amas, né? E que tal desta forma? -Ela o beijou em cheio na boca.
  Eu não conseguia ver mais e fugi para a floresta a correr e a chorar.
     -Bia espera! -Disse o Robert e o James. 
     -Sua... não me voltes a tocar. -Ele deu-lhe uma estalada e ía a sair a correr. 
  A Nicole ficou a rir, o James também ía atrás mas a Cláudia proíbiu.
     -Deixa eles resolverem isto. -Disse a Cláudia olhando para a Nicole com ódio e levou o James até á sala.
   Eu fiquei de baixo de uma árvore a chorar. O Robert chegou a correr.
        -Como me encontraste? Deixa-me em paz!. - Disse virando a cara.
        -Segui-te, e não me vou embora! Aquilo... não foi o que pareceu, ela me beijou Bi, eu não a amo.
        -Não me interessa. -Disse me virando, e ele me agarrou por trás, minha pulsação aumentou.
        -Sentir assim a tua pulsação, faz-me tao bem. -Ele me virou e limpou-me as lágrimas. -Ficas mais linda a sorrir. Bia.... - Ele colocou a minha mão perto do coração dele. -...Ele bate por ti e por mais ninguém. Eu amo-te a ti Bianca Adams. -Disse ele, meus olhos brilharam. -E esses olhos, dizem o mesmo por mim. -Ele me beijou, e fechei os olhos, ele me levou a encostar na ávore me deitando, ele se deitou em cima de mim, eu lhe tirei a t-shirt e ele a minha, mas entretanto, ouvimos qualquer coisa.
       -Que é isto? -Perguntei baixinho.
       -É mau, muito mau. -Disse ele baixo e pegando no meu top, na t-shirt dele e nas malas.
    Ele pegou pela minha mão e fomos a correr até á casa dele. Chegámos á entrada da casa dele.
       -Deves ter perguntado a ti própria quem têm uma casa tão grande, para duas pessoas, longe de tudo e com coisas velhas, acertei? -Disse ele se vestindo e dando o meu top.
       -Por acaso... sim. -Disse me vestindo.
       -É da minha família desde o século XVII, cada pessoa da família escrevia um diário com o respectivo ano em que estava, eu e minha irmã fazemos o mesmo.
       -Uau.-Disse supreendida e ele riu-se. -Que foi?
       -Nada, gosto de te ver a rir, é contagiante. -Ele me pegou na mão. -Tua alma, teu coração, são tão puros, não sei se gostaram de uma pessoa como eu.
       -Aí é que te enganas, eles amam uma pessoa como tu, eles amam-te. -Disse olhando para o chão, e ele me levantou a cabeça e me beijou.
        -Não sabes como fico contente em ouvir isso. -Disse o Robert me beijando. 
   Fez-se ouvir um som de um cavalo.
        -Isto foi um cavalo? -Perguntei. -Tens um cavalo?
        -Trovão! -Disse ele assobiando. -Bem já é tarde para ir para as aulas agora. -O Trovão chega a nós. -Queres andar?
        -Mas... nunca andei, eu não sei. -Disse olhando para o chão.
        -É fácil, eu ensino.-Disse ele subindo no cavalo, e me dando a mão, eu subi, prendi o cabelo, e me agarrei a ele.
    Ele ficou atento a ver se ouvia algo.
         -Pronta? -Perguntou ele a sorrir.
    Eu acenei a cabeça de forma a dizer "sim". E ele saiu pela floresta, meu elástico do cabelo saiu e ficou á solta o nosso cabelo parecia que voava com o vento que batia em nós. Sabia muito bem.
  Parámos perto de uma lagoa.
       -Tão lindo. -Disse me aproximando da lagoa, as árvores á volta, era lindo, uma água limpa. Ele me chegou por trás e me abraçou e me virou para ele, me agarrando nas mãos.
       -Bianca Adams, aceitas namorar comigo? Eu amo-te do fundo do meu coração. -Ele colocou minha mão na zona do coração. -Ele bate por ti, cada segundo que não te vê, fica a chorar. Aceitas? És a única cura dele.
      -Aceito. -Disse a sorrir e beijei-o, ele também sorriu, nos deitámos na relva á frente da lagoa, e eu deitei a cabeça nele e adormeci. Ele ficou a mexer no meu cabelo. 
     -Eu vou sempre proteger-te, com minha vida. -Disse o Robert me abraçando.


---




    O James, a Cláudia, o Tyler e o Bryan iam já para a última aula e antes da aula começar, se encontraram á porta de aulas do James e da Cláudia.
     -A Bia? Não a vejo desde manhã, desde que tocou o primeiro toque. Ficou zangada comigo? -Perguntou o Bryan.
     -Não, quando chegámos ali á esquina, a nova aluna beijou o Robert e ela saiu a correr eu tentei ir atrás mas a Cláudia não me deixou. -Disse o James.
      -Eles precisavam de resolver sozinhos não tinhamos de nos meter. -Disse a Cláudia para o James. -E ela fez de prepósito, ela riu-se depois de levar uma estalada do Robert e de a Bia sair a correr.
  Apareceu então a Diana.
      -Então é por isso que não apareceu. Obrigado por responderes, e defenderes, ele só ama a Bianca Adams, e aquela míuda nova, só quer nos estragar a vida, uma longa história. -Disse a Diana. -Vou ver se os encontro, até amanhã.
  Ela foi embora e entraram uns três homens de preto e os empurraram, os trancando na sala a todos os alunos, menos eu, a Nicole, o Robert e a Diana que não lá estávamos.
  Um deles disparou, eles tinham carapuzus e todos pretos.
     -Onde está a Bianca Adams e os Knight? -Perguntou o mais alto.
  A Cláudia ficou assustada e começou a chorar e o James a puxou a abraçando.
      -Calma, vai ficar tudo bem. -Disse o James ao ouvido dela.
  O mais musculoso se aproximou do James e ele largou a Cláudia empurrando para os Evans e eles a abraçaram de forma a proteger, e o musculoso o agarrou.
      -O irmão da Bianca Adams, o James Adams. Onde está ela, e os Knight? -Perguntou furioso.
      -Nunca lhe direi, terá que me matar. Disse o James corajoso como sempre.
      -Nã.... -Ia a Cláudia gritar a dizer "não" mas o Bryan colocou a mão na boca dela e escondeu a cara dela nele a abraçando.
     -Calma, por favor. -Disse o Bryan ao ouvi dela, e abraçando também o Tyler, um em cada braço.
   O musculoso atirou o James para o chão.
   O mais baixo se aproximou do James.
       -Levem-no! -Disse o mais baixo.
   O Bryan se levantou mais o Tyler. Todos tinham desmaiado menos o James, a Cláudia, o Bryan, o Tyler e os três homens. Os olhos do Bryan e do Tyler estavam a brilhar e pareciam uns lobos a rosnar.
       -Lobisomens?! Esqueçam o irmão da Adams. Vamos sair logo daqui! -Disse o mais baixo.
    Eles saíram a correr e acordaram todos, o Bryan e o Tyler voltaram ao normal e saíram a correr. O James e a Cláudia foram atrás deles e os seguraram os parando-os.
      -Que história é essa? De serem Lobisomens?! -Perguntaram o James e a Cláudia.
   O Tyler e o Bryan ficaram a olhar um para o outro.


      Capítulo 8




      -Lobisomens?! Devem estar malucos. Isso não exisem. -Disse o Bryan a disfarçar e a rir, a Diana estava escondida na esquina a ouvir a conversa e ela tinha visto toda a cena de dentro da sala, ela estava escondida na parte de fora, espreitara sempre pela janela e estava já sem reacção.
      -Desmaiaram todos! Vossos olhos mudaram, pareciam lobos! Digam a verdade! Que se passa? Que querem de minha irmã e dos Knight? -Perguntou meu irmão confuso.
      -Ok é verdade, nós somos lobisomens. E existem mais seres por aí, desculpem por não contar. -Disse o Tyler de cabeça baixa.
       -Uau, vocês tem de me contar isso tudo isso. -Disse a Cláudia ainda a tentar por todas as ideias na cabeça.
       -E quanto os Knight, vamos acabar ainda mortos por culpa deles! -Disse o Bryan um pouco irritado.
       -Que tem eles e minha irmã a haver com isto? -Perguntou o James.
       -Contra os Knight sei, mas contra a Bi... não sei mesmo. -Disse o Tyler.
       -Vem aí guerra... preparem-se. -Disse o Bryan com ar sério e olhamos todos uns para os outros sérios.

                                                                        ---




   Eu acordei com a cabeça no Robert á frente do lago, já era quase cinco da tarde.
     -Já acordaste? -Perguntou o Robert com o belo sorriso.
     -Aham, já é tarde. -Disse.
     -Eu levo-te, vamos levar o Trovão a minha casa e depois vamos a pé até tua casa a ver as vistas. -Disse o Robert com a voz doce dele.
   Ele me pegou, sem deixar responder, e me colocou no cavalo e subiu.
     -Segura-te bem Bia. -Disse o Robert a sorrir.
   Eu me segurei bem a ele a sorrir.
      -Vamos a isto. -Disse o Robert começando a cavalgar, fomos a passear pela floresta e fomos até casa dele e entrámos na grande sala.
   Ele colocou uma música, música de bailes, desses tipos, e eu... sinceramente não sei dançar.
      -Queres dançar comigo? -Perguntou o Robert a fazer uma vénia e a agarrar-me na mão a beijá-la.
      -Até dançava... mas não sei. -Disse eu baixando a cabeça.
   Ele me pegou pelo queixo, subiu e me beijou, juntando o nosso corpo um ao outro.
      -Eu ensino. -Disse o Robert, colocando o braço dele á volta de mim, meu braço á volta dele,
deu-me a mão e esticamos os braços, mas refletimos um pouco.
  Nós dançamos, e dançamos, e consegui aprender mesmo, até que a Diana chegou, e não vinha com boa cara.
     -Que se passa Diana?. -Perguntou o Robert preocupado, parando de dançar mas de mão dada a mim.
     -Nada. -Disse a Diana fazendo um sorriso esforçado.
     -Até eu sei que não é nada. -Disse de cabeça para baixo.
     -Não se preocupem... vou para o meu quarto. -Disse a Diana a subir as escadas e a ir para o quarto dela.
     -Vou te levar a casa. -Disse o Robert de mão dada a mim, e fomos a pé pela floresta e chegamos a casa, meu irmão e o resto do pessoal estava na janela do quarto dele, eu e o Robert pegamos nas mãos de cada um, nos aproximamos e no beijámos.
     -Não acredito nisto, James, isto vai acabar por matá-la, ele vai matá-la. Tu viste hoje na escola. -Disse o Bryan preocupado.
      -Seja o que for o que ela decidir, estarei do lado dela, é minha irmã, e eu adoro-a, vou sempre a proteger com minha vida, é a minha maninha mais nova. -Disse o James, agarrado á janela, e indo para o meu quarto e a Cláudia, o Bryan, e o Tyler e sentaram-se na minha cama.
      -Amanhã te venho buscar ás oito e quinze, até amanha. -Disse ele pondo a mão no meu rosto e me beijando na testa.
      -Ok, estarei á espera, até amanhã. -Disse sorrindo, e entrei em casa e fechei a porta. -Cheguei. -Disse a gritar e fui para o meu quarto, e quando abri a porta do meu quarto estavam lá todos.
      -Olá Bia. -Disseram todos.
      -Olá... e que fazem aqui? E que caras são essas? -Perguntei
      -Tu e o Robert.... e dizias que não havia nada... -Disse a Cláudia.
      -Bem... -Disse eu sem saber que dizer.
      -Fomos atacados hoje na escola, por uns parecidos que atacou o pai, a forma de vestir. -Disse o James, com cara preocupada.
      -Que queriam? Estão bem? -Perguntei já preocupada.
      -Tu e os Knight, estamos bem, e eu disse para te afastares deles Bia! -Disse o Bryan.
      -Eu e os Knight? Porquê? -Perguntei assustada.
  Meu irmão se levantou e veio até mim, colocando as mãos nos meus ombros.
      -Não sabemos, e espero não saber, mas vou sempre te proteger. -Disse meu irmão me abraçando.

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   A Nicole apareceu por detrás do Robert na floresta quando ele voltava para casa. Ele estava virado para a frente e a Nicole atrás.
      -Foste tu que explodiste o bar onde havia montes de vampiros, fizeste de propósito aquilo á Bia! -Disse o Robert furioso.
      -Bem... sim fui, e foi divertido. -Disse ela a rir.
  O Robert reagiu rápido pegando nela e a levando a uma árvore pelo pescoço.
       -Deixa a Bianca em paz, se lhe acontecer alguma coisa, se lhe tocas, morres, só quero ter uma vida normal!. -Disse o Robert furioso.
        -Bem se acontecer algo a ela, não me venhas descarregar em mim, hoje atacaram lá na escola uns vampiros quais-queres, á vossa procura, de ti, da Diana, e da Bianca. Ela não estava na sala, mas acho que viu a cena, não te contou nada ela? -Disse com cara vitoriosa.
         -O quê?! -Disse ele.
         -Isso mesmo Knight. -Disse ela a rir.
     Ele foi a correr super rápido até casa,e  até ao quarto da irmã. O quarto dela tinha três armários antigos, uma mesa com livros, e mais quatro prateleiras cheias de diários igual ao do irmão, e outros quatro armários de livros antigos para os mais novos, a cama, era igual ao do Robert só que em rosa, e o dele vermelho.
           -Quem te mandou entrar? -Perguntou ela assustada.
           -Porque não contaste? Tive de saber de uma caçadora? De uma inimiga? De outra que nos quer matar? -Perguntou Robert a andar de um lado para o outro.
           -Do que estás a falar? -Perguntou a Diana a tentar acalmar e perceber o que se estava a passar.
            -Da escola! -Disse ele igual.
            -Sei lá, e os Evans são lobos. Estamos em perigo aqui, estou a ficar com medo, eu confesso. -Disse a Diana a baixar a cabeça.
     O Robert foi ao lado dela, sentou-se e levantou a cabeça dela a abraçando.
            -Vamos ficar, também querem mal á Bianca, e eu amo-a, não posso deixar acontecer nada a quem amo, e nem deixarei tocarem a ti.
       O Justin aparece do nada sentando atrás deles sentado.
              -E eu vou ajudar como poder, quero ver meus irmãos bem. -Diz o Justin a sorrir.
       Eles os três se abraçaram.
               -Vou ver a Bianca, até já aos dois. -Ele sai a correr. 
               -Até já. -Disseram a Diana e o Justin a rir.
               -Bem, deita-te menina Diana. -Disse o Justin a rir.
               -Estás a armar-te em meu pai agora? -Disse a Diana a deitar na cama.
               -Sim estou. -Disse ele deitando ao lado dela e ela se encostou nele e o Justin a abraçou como a tivesse a proteger. -És minha mana mais nova, e eu quero que estejas bem.
               -Eu sei. -Disse a Diana adormecendo e o Justin vai desaparecendo.
               -Eu estarei aqui perto de todos... sempre. -Disse o Justin, e desaparece.

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     O Robert estava lá em baixo á espera, escondido.
         -Bem, até amanhã Bia, até amanhã James -Disseram o Tyler, o Bryan e a Cláudia se levantando e abraçando os dois, um de cada vez, primeiro a Cláudia, depois o Bryan, e por fim o Tyler.
         -Até amanhã, nos encontramo-nos na entrada da escola. -Dissemos, eu e o James.
         -Ok. -Disseram eles a sair.
         -Bem, até amanhã maninha. -Disse o meu irmão me beijando na testa.
         -Até mano. -Disse, e ele saiu indo para o quarto dele.
     Eu saí, fui tomar banho rápido, vesti um pijama vermelho, era uns calções, e um top, e fui a correr á cozinha, a cozinha é pequena, tem o balcão, os armários e a mesa. Peguei num pão, num saco que estava em cima de um balcão, coloquei Nutella e comi, voltei para cima, fui á casa de banho, lavei os dentes e fui para o meu quarto. Preparei a mochila com as coisas para o dia seguinte e me deitei, e adormeci eram umas dez e meia da noite.
      O Robert entrou a correr sem ninguém reparar e ficou no quarto a ver-me dormir. Ele se deitou ao meu lado, e ás quatro da manhã foi embora a correr muito rápido. Entrou em seu quarto, deitou e adormeceu também.
      Ele acordou ás seis e quarenta e cinco da manhã, tomou banho, vestiu-se, ele ia com uma t-shirt vermelha e calças pretas. Bebeu sangue fresco que tinha guardado, e ficou a escrever num diário.
      Eu me levantei ás sete e quinze da manhã.
          -Acordem! Já é de dia. -Disse gritando pela casa toda.
      Meu irmão se levantou e começou a correr atrás de mim.
          -Bianca Adams! -Disse meu irmão a correr atrás de mim, desci as escadas, e meu pai estava na cozinha, e eu me escondi atrás dele.
          -Vá meninos parou, o pequeno-almoço está pronto. -Disse meu pai a rir.
      Nós nos sentá-mo-nos, e eu comi madalenas e leite com chocolate e ainda o pão com Nutella, meu irmão, comeu torradas com leite e chocolate, e meu pai, café com torradas.
      Eu corri para a casa de banho, lavei dos dentes, vesti umas calças pretas, uma t-shirt lilás e umas sapatilhas pretas, penteei-me. Desci as escadas a correr e já tinham todos saído e eu saí depois também.
            -Não acredito nisto, me deixaram sozinha. -Disse, e olhei para o relógio e eram já oito e dez da manhã e o Robert aparece no carro dele.
             -Cheguei! Eles deixaram, mas eu não, eu disse que vinha buscar, entra. -Disse o Robert a sorrir, a sair do carro e abrir a porta do lado do condutor, me sentei, ele fechou a porta e foi para o lugar do condutor, me beijou, e fomos para a escola. 
       Quando chegamos estavam lá os quatro, meu irmão, a Cláudia, o Bryan e o Tyler a falar, saí do carro, fui junto com o Robert até eles.
              -Obrigado por esperares. Nós é que já tínhamos combinado ontem. -Disse para o James e de mão dada ao Robert.
               -De nada maninha. -Disse ele a sorrir.
               -Acho que estou atrasado, ou somos todos? -Disse o Tyler.
               -Porquê essa pergunta? -Perguntou  a Cláudia.
               -Estes dois... -Aponta para o Robert e para mim, para as nossas mãos dadas. -...Vocês andam? -Pergunta o Tyler.
                -Bem... sim. -Dissemos os dois
                -Desde quando? -Perguntou o Bryan, com a cara de preocupado, e furioso ao mesmo tempo.
                -Desde ontem, quando fui atrás dela. -Disse o Robert agarrando minha mão com mais força.
                -E o beijo com a nova aluna? Eu vi-te, com minha irmã e a Cláudia... -Disse meu irmão.
                -Foi um engano... nós infelizmente nos conhecemos e ela quer me estragar a vida... sabia que gostava da Bia, e foi ao ponto mais fraco meu. -Disse o Robert.
       O Bryan estava a ficar furioso pois sabia que isto me podia levar á morte, andar com vampiros, mas eu não sabia... e de repente os olhos dele modaram, para um castanho escuro e brilhantes.
                 -Teus olhos Bryan.... -Disse um pouco assustada.
                 -Não é nada... esquece... -Disse ele a afastar-se.
                 -Vou ver ele. -Disse o Tyler preocupado.
                 -É melhor vai lá. -Disse a Cláudia compreensiva. -Depois vê-mo-nos no bar.
                 -Ok... -Disse o Tyler a ir embora e a Diana chega.
                 -Olá a todos. -Diz ela e toca e fomos todos juntos para a sala, entrámos e nos sentámos.
        A professor entra, é história, eu fiquei de mão dada, a professora, era alta, cabelo preto e esticado, 
t-shirt branca, calças pretas, largas e formais, e sapatos de alto pretas.
                 -Olá meninos, hoje temos uma pessoa para dar a aula de hoje, o director do museu histórico da nossa cidade de Chaves. -Disse a professora.
         Entrou um homem de preto e careca a sorrir e entraram a correr o Bryan e o Tyler e colocaram-se ao meu lado.
                  -Olá.... -Disse o homem e todos desmaiaram, menos eu, a Cláudia, o James, o Tyler, o Bryan, o Robert a Diana e a Nicole.
                   -Que se passa aqui? -Disse assustada.
           O Robert me abraçou.
                   -Que tu e os Knight foram apanhados. -Disse o homem. 
           O Tyler ficou com olhos castanhos claros brilhantes, o Bryan com olhos castanhos escuros brilhantes, o Robert, a Diana e o homem com olhos vermelhos como sangue.
                    -Não vão tocar na Bia. -Disseram o Tyler, o Bryan, o James e o Robert ao mesmo tempo.
                    -A festa começou, vamos acabar com isto. -Disse o homem a rir e a mostrar as presas, eram bicudas.
           Afinal.... vampiros.... existem, tudo o que conhecia... sabia... era.... mentira.....


Capítulo 9

          O Tyler, o Bryan, a Diana e o Robert desafiavam o homem com os seus olhos brilhantes e o homem não se parava da rir.
               -Tira a Bianca daqui.....  -Disse o Robert a olhar para mim e a me levar até meu irmão que me agarrou.
               -Ela não vai sair daqui! -Disse um outro homem parecido mas mais alto a entrar pela porta.
               -Tem calma, vive a vida com calma. -Disse o baixo a rir.
               -Estamos em missão, de levar a miúda e os Knight. -Disse o alto.
               -Ok, ok, sabes mesmo acabar com a diversão toda. -Disse a rir. -Vamos a isto. -Ele vai até ao Robert e manda um soco no nariz mandando ele á parede, ele vai super rápido pega pelo pescoço e manda ao chão.
         O mais alto foi a correr, mandou a Cláudia ao armário que havia no fundo batendo com a cabeça e desmaiando, o Tyler e o Bryan, foram a correr a ele, tentaram morder, mas era rápido demais e mandou-os ao outro lado da sala fazendo eles baterem violentamente e nem se conseguirem mexer, eu fiquei agarrada ao meu irmão, e ele me abraçava com força, nós nos colocá-mo-nos debaixo da mesa da Diana até conseguirmos fugir, a Diana foi ao baixo, mas ele pegou uma estaca de madeira muito rápido e lhe espetou na barriga caindo no chão. Meu irmão me pegou pela mão e me levou até á porta, mas o alto pôs-se á nossa frente, e mandou o James com um só soco na barriga, até á secretária da professora. Toda a sala ficou desarrumada, todas as mesas, tudo, cheio de sangue, o mais alto me levou.
                 -A Bianca já temos, agora Knight, faz a tua escolha. -Disse o homem mais alto.
         Eles me levaram para um carro preto, parecido com o da CSI, me algemaram e me taparam a boca para não falar e me vendaram os olhos, eu estava com medo, muito medo, mas não chorei. Cerca de meia hora depois chegámos, era um castelo, era médio em comprimento, eles me levaram em frente, me levaram á direita, fizeram-me subir as escadas ao salão principal e me fizeram ajoelhar. Me estavam a agarrar pelos ombros para eu não fugir.
                  -Bianca Adams, filha de William e Caroline Adams, irmã do James Adams, e o amor da pessoa que mais queremos aqui no nosso clã o Robert Knight. -Disse um homem com voz grossa, me tirando o pano da boca e dos olhos. Quando olhei para cima vi um homem meio careca de castanho claro, fato azul escuro e gravata vermelha, de forma formal. Havia mais cinco pessoas numa mesa rectangular, uma era ruiva e de fato azul escuro, um homem de cor, careca e de fato cinzento e uma gravata para um rosa claro, um miúdo pequeno loiro e de fato preto, um homem de castanho claro ou loiro não conseguia ver bem e de fato preto, e tinha barba, depois era uma outra mulher de cabelo preto e vestido tipo dourado ou um castanho. -Eu sou o John, a ruiva é a Zara, o de fato cinzento, o de cor é o Brian, o mais novo, o loiro é o Dave, o de preto, e cabelo castanho claro é o Bruce, e a de cabelo preto é a Amy.
                 -Que querem de mim? -Perguntei assustada.
                 -Só te prender para tornar o Robert fraco, se o Robert enfraquecer, a Diana enfraquece, e conseguimos os Knight para o nosso clã.
                 -O que raio são vocês? -Perguntei alto.
                 -Acreditas em vampiros? -Pergunta o John.
                 -Não existem! Isso são histórias. -Disse eu assustada.
       Ele me mostrou suas presas e seus olhos, um homem de preto, careca veio com uma humana até ao John, ela era loira de cabelo ondulado, olhos azuis, e trazia vestido branco e sapatos de alto branco, e entregou ao John, ele a mordeu no pescoço e bebeu todo o sangue dela e a mandou ao chão. Ele me colocou a mão no queixo e me levantou a cabeça.
                  -Vampiros existem, eu sou o mais antigo, NÓS somos os mais antigos vampiros, uns de muitos poucos por aí. -Disse o John tirando a mão do meu queixo, meio com cara de confuso.
                   -O Robert e a Diana são uns? -Perguntei com a cabeça baixa.
                   -Sim, foram transformados, por uma Sophia, mas penso que enfrentou a morte verdadeira. Ele nasceu em 1785 e ela em 1786. Ele tem 227 anos e ela 226 anos, o Robert tinha um irmão gémeo, o Justin, que foi morto com uma bala de prata para proteger o Robert. Eles foram transformados todos em 1803, o Justin morreu em 1805, quando foram perseguidos por caçadores. -Disse o John.
                    -E o Tyler e o Bryan? Os olhos deles... mudaram... -Disse a tentar meter tudo na cabeça.
                    -Os teus amigos não disseram o que eram? Eles são lobisomens. -Disse ele com desprezo.
                    -Mas.... -Disse sem já saber o que dizer.
                    -Levem-na. -Disse o Bruce.
             Eles me levaram e me fizeram descer escadas até a uns calabouços e me prenderam lá, deram-me água e um pão, eu me coloquei num canto, sentei-me, abracei as pernas e escondi a cara.

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         Enquanto tudo isto me acontecia, eles na sala estavam todos ainda deitados, o Robert levantou-se rápido e foi ainda atrás do carro só que o baixo o impediu, agarrando-o.
                 -BIANCAAAAAA!!!! -Disse ele a chorar lágrimas de sangue e a gritar. 
         A Nicole chegou por trás, pegou numa arma, e disparou uma bala de prata e de madeira na cabeça e no coração.
                   -Se alguém te vai matar... esse alguém serei eu! -Disse ela guardando as armas.
                   -Obrigado... acho. -Disse o Robert caindo no chão de joelhos.
          O Tyler e o Bryan vão ter com o Robert, e o Bryan pega pela camisola dele.
                    -Levaram a Bianca! Culpa tua seu vampirinho! -Disse ele furioso.
           O Tyler soltou-o.
                     -Bryan, isso não vai adiantar de nada agora. Temos de encontrar uma forma de a trazer de volta. -Disse o Tyler segundo o Bryan.
            O James conseguiu-se levantar, e pegou na Cláudia e foi ter com eles.
                     -Parem! Vamos levar a Cláudia ao hospital e depois um plano para trazer minha irmã de volta. -Disse o James decidido. -As regras agora são minhas.
              Todos concordaram.
                      -Vão no meu carro. -Diz o Robert dando as chaves ao Tyler. -És o que está mais calmo.
               Ele agarra, entra no carro, o Bryan vai ao lado dele, e o James coloca a Cláudia no carro, ele entra e coloca a cabeça dela no colo dele, pega no telemóvel  telefona para o nosso pai.
                       -Pai, isto é grave... quem te atacou a perguntar pela Bianca, veio aqui á escola, e a levou, a Cláudia está desmaiada, estamos a caminho do hospital. -Disse o James, ao pai.
                       -O quê? Vou já a caminho. -Faz-se ouvir o pai do outro lado do telemóvel. E desliga.
              O Robert faz todos acordarem e vai a correr com a Diana até ao hospital onde o James e os outros já tinham acabado de chegar ao estacionamento do hospital.
                       -Eu levo a Cláudia, tenho mais força aqui, e temos de nos despachar para ir ver a Bia. -Disse o Robert preocupado.
                        -Não vais tocar em mais ninguém! -Disse o Bryan furioso.
                        -Deixa ele levar Bryan, estamos todos mal. -Disse o Tyler colocando a mão no ombro dele.
                 O James dá a Cláudia ao Robert e vão todos de rastos até á recepção.
                 A senhora que lá estava, era loira de cabelo apanhado e olhos azuis com uma bata branca, e se vestia de preto. Estava a escrever no computador.
                         -Boa tarde... em que posso ajudar? -Perguntou, e o James quase lhe batia se não tivesse mal e meu pai entretanto chegou.
                         -Era bom que deixa-se de olhar para o computador, e visse que tem uma adolescente desmaiada, e mais três mal a sangrar da cabeça e quase a cair a desmaiar. -Disse o meu pai furioso e bater na bancada.
                   A senhora pega no telefona e marca o número de urgência. 
                          -Temos aqui um caso urgente, uma adolescente sem os sentidos e mais três a sangrar e quase a cair sem sentidos. -Diz a senhora e aparecem quatro enfermeiros a correr com uma cama e colocam a Cláudia lá e a levam a correr para uma sala. Outros ajudaram o Tyler, o Bryan, e o James a ir para uma sala ao lado.
                           -Quem é o senhor? -Perguntou um enfermeiro.
                           -Sou o pai do James, o rapaz de cabelo castanho claro, e vizinho do outros dois que são irmãos, e a rapariga é a melhor amiga da minha filha desde pequenas.
                           -Ok, pode ficar aqui. -Disse o enfermeiro e o meu pai ficou sentando entre as salas e a Diana e o Robert também.
                   Os enfermeiros colocaram á Cláudia sangue, e soro, estacaram as feridas, e cozeram. E ao James, ao Tyler e ao Bryan, estacaram o sangue e cozeram as feridas. Os rapazes saíram da sala.
                          -Como está a Cláudia? -Perguntou o James.
                          -Desmaiada ainda.... -Disse o meu pai.
                           -Temos de arranjar um plano para a Bianca, mas pai, á coisas que precisas de saber. -Disse meu irmão com cara séria. -Pai... tens de prometer que não sai daqui.
                          -Prometo. Filho diz que se passa estou a ficar preocupado. -Disse o meu pai preocupado.
                          -O Bryan, e o Tyler são lobisomens, a Diana e o Robert são vampiros. -Disse o meu irmão. E eles mudam todos as cores dos olhos. -Agora vamos lá salvar a minha irmã.
                          -Uau, ok, vamos lá, estamos a falar de minha filha. -Disse meu pai decidido.
                Ao lado do Robert aparece uma pessoa igualzinha a ele, o Justin.
                           -Mas que raio... -Disse o Tyler se encostando á parede.
                           -Sou o Justin, irmão gémeo do Robert, morto... sou fantasma, e posso ir ter com a Bianca, a ajudá-la a sair, se concordarem.
                           -Sim. -Disseram todos.
                           -Vai mano, boa sorte. -Disse a Diana e o Robert.
                  Eles sentam todos no corredor ao lado da Cláudia á espera que ela acordasse.

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            Estão todos os do Clã, reunidos a falar.
                          -Esta miúda tem algo, sua alma, seu sangue, nunca vi nada igual. Já não quero só o Robert e a Diana, mas esta miúda vai ficar aqui, se tornar uma de nós... ou assim.... 
              O Justin que está invisível ouve tudo e fica de boca aberta e pensa: <<Clã Ventrue, seus malvados, não deixarei.>>
               Ele depois aparece ao lado da Bianca, no calabouço e coloca a mão no ombro dela.
                       -Justin... -Disse eu fraca.
                       -Sim... ainda me tens de dizer como nos destingiste, mas primeiro tenho de te tirar daqui. -Disse o Justin, supreendido, preocupado e com pressa.
                      -Uma pergunta antes... é verdade que os teus irmãos, e os meus vizinhos, que sempre confiei, são seres sobrenaturais? Vampiros e lobisomens? -Perguntei de cabeça baixo.
                      -Sim é... mas agora tenho de te tirar daqui. -Disse o Justin e aparece o John por trás da cela.
                      -Justin Knight.... que honra em revê-lo. -Disse o John a sorrir.
                      -John Ventrue.... -Disse o Justin se levantando.


Capítulo 10


        O John parecia meio surpreendido, e o Justin zangado, nunca o tinha visto assim, eles se enfrentavam, se desaviavam pelo o olhar, era assustador. 
               -Voltamos a nos encontrar Justin Knight... estás um pouco.... transparente. -Disse o John a gozar com o Justin e a rir.
               -Não John.... estou aqui, eu não sou injusto, vou sempre proteger quem amo, até ao fim. -Disse o Justin com o seu ar sempre humilde e bondoso.
              -Justin.. Justin... já devias saber que nós sempre ganhamos e conseguimos o que queremos. -Disse o John a rir e os olhos dele a ficarem vermelhos. -Devia ter acabado contigo.
              -Mas hoje não vais acabar de certeza... -Diz o Justin fechando a mão em punho e fazendo um circulo com a mão fazendo aparecer um círculo de fogo á volta do John, e eleva a mão rapidamente fazendo aumentar o fogo encurralando o John.
              -Boa jogada Justin. -Diz o John a rir.
        O Justin pegou na minha mão e me levou rapidamente.
               -Guardas do Clã Ventrue, detenham-os!!! -Diz o John a gritar.
        Ele me levou de lá para fora, evitando todo os vampiros, roubamos um dos carros e o Justin foi a conduzir e parámos no hospital.
                -Que fazemos aqui? -Perguntei preocupada, ainda assustada, e já nem perceber nada.
                -A Cláudia está mal, não sei se já acordou. -Disse o Justin. -Estão no terceiro andar no quarto 14B. -Disse de cabeça baixa e a desaparecer.
         Eu saí do carro e fui até onde ele me tinha indicado, e estavam lá todos, com feridas cozidas, estava meu irmão, o Tyler, o Bryan, o Robert, a Diana e meu pai. Eu cheguei ao pé deles. E meu pai me abraçou.
                -Ainda bem que estás bem minha filha. -Disse meu pai me largando.
                -Pai, como está a Cláudia? -Perguntei preocupada e com raiva do Tyler, do Bryan, do Robert e da Diana.
                -Ela vai ficar bem... -Disse-me.
         O Bryan e o Tyler iam me abraçar só que virei a cara e eles recuaram e o Robert depois veio calmamente e estendeu a mão e ia para me beijar e eu me desviei.
                 -Que se passa? -Perguntou o meu pai ao ver a cena.
                 -Que se passa? É que detesto mentirosos... eu não aguento mais estar aqui, quando poder, a Cláudia que vá ter comigo, adeus, até logo. -Disse zangada.
          Eu saí a correr e fui até ao lago onde eu e o Robert tínhamos estado antes... chorei bastante, até que adormeci, e escureceu sem eu me aperceber.

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          Enquanto eu fugia a correr, o Justin apareceu por trás de todos com um ar sério.
                 -Ela já sabe de tudo... foi o John... o Clã Ventrue que a levou, e lhe contou, sabe dos Evans serem lobisomens, e nós os Knight vampiros. -Disse o Justin e todos se viraram para trás.
                -Vampiros?! -Disse o meu irmão um pouco surpreendido. -Então quem matou minha mãe, então quem vi e tentei enganar a mim próprio era mesmo vampiro.
                -E não disseste James? -Disse meu pai surpreendido. 
                -Tinha quatro anos! Não acreditava no que tinha visto, se eu não acreditava, mais ninguém acreditava, então esqueci com o tempo. -Disse o meu irmão.
                -Ok, pronto... como era? Consegues lembrar? -Perguntou meu pai ao meu irmão compreensivo.
                -Alto... quase careca de cabelo castanho claro, e fato azul... olhos vermelhos brilhantes. -Disse meu irmão com esforço a tentar lembrar.
                -John Ventrue.... -Disse a Diana por entre os dentes.
                -Quem? -Perguntou o Bryan e o Tyler ao mesmo tempo.
                -John Ventrue, o líder do Clã Ventrue. -Disse o Justin mais tranquilo. -A mesma pessoa que mandou raptar a Bianca.
                -E que história é essa dos lobisomens? Do Tyler e do Bryan? -Pergunta meu pai a olhar para os Evans.
                -Nós somos lobisomens... -Diz o Tyler baixando a cabeça.
                -Provem todos o que dizem. -Diz o meu pai se aproximando dos cinco, do Tyler, do Bryan, do Robert, do Justin e da Diana.
          Todos mudaram a cor dos olhos e o Justin desapareceu e apareceu do nada.
                -Ok... é verdade o que dizem... e que querem da minha filha? -Perguntou  meu pai preocupado.
                -Eles querem o Robert, e a Diana, pois o Robert sem a Diana não vai a lado nenhum, e somos gémeos, temos o mesmo poder, e como sou fantasma posso passar e fazer muitas mais coisas, também me querem levar, então foi ao que o Robert mais ama, a Bia... mas o John ao tocar nela, viu que ele tem uma alma boa... querem-na agora. -Disse o Justin.
               -A minha menina? Não deixarei! -Disse meu pai preocupado.
               -A Bia? Nunca! -Disse o Robert assustado. -Vou tentar encontrá-la, até já. -Saiu a correr desaparecendo em dois segundos.
        O Bryan, o Tyler, a Diana sentaram e o Justin, sentou-se ao lado deles e desapareceu.

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       Enquanto tudo acontecia, comigo e no hospital, no Clã Ventrue, ficou um caos. 
               -Tirem-me daqui! -Disse o John irritado mas a rir ao mesmo tempo. -Apaguem-me este fogo!
               -Sim meu senhor. -Disseram cinco homens de preto e carecas com baldes de água e mandarem ao fogo, apagando o fogo.
               -Obrigado, podem ir. -Diz o John a ir até o salão principal. 
               -A miúda? -Pergunta a Zara Ventrue com o ar normal.
               -O Justin a levou. -Diz o John se aproximando da mesa e dando um murro forte na mesa.
               -Nós os havemos de apanhar! A todos eles! -Disse o Bruce furioso.
      O John se senta na cadeira dele, na do topo, e tenta se acalmar.
               -Quero os vinte melhores guarda-costas do Clã aqui, agora! -Disse o John furioso a gritar e aparecem vinte homens de preto e carecas (Todos do Clã são assim, menos os lideres). -Quero aqui, a Bianca Adams!
               -Sim senhor! -Dizem todos a sair a correr e a desaparecer.
        Todos tem um copo com sangue á frente, e o John bebe.
               -Vamos acabar com isto! -Diz ele a acabar de beber.
         
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        Eu continuava no lago a dormir enquanto tudo isto acontecia, e os vinte homens apareceram por entre as árvores, mas o Robert chegou a tempo, me pegou e me levou a correr rápido, os homens vinham atrás, mas ele entrou na minha casa me levando para a cama e desceu as escadas a correr e ficou á entrada e os homens não conseguiam entrar.
             -Que querem daqui? Que querem da Bia? -Perguntou ele furioso.
             -As nossas ordens são levar a Bianca Adams... -Diz um dos homens.
       O Robert saiu da porta, e começou a dar socos, na cara dos três primeiros, faz dois de trás arder, e faz a terra engolir um do meio, e faz o vento levar cinco deles, ele assim acaba logo com onze deles, um por trás lhe espeta uma estaca de madeira e ele cai no chão. A Diana chega e empurra o Robert para dentro, e ela dá com estacas que tem nos restantes, que saem a correr todos feridos.
            -Mano estás bem? -Perguntou ela preocupada. 
            -Vou ficar, vai para casa, vou ficar aqui com a Bia. -Diz ele tirando a estaca e subindo as escadas, fraco da estaca e de ter perdido forças com o sangue que perdeu. 
           -Ok, cuidado. -Disse ela a fechar a porta com a mente e sai a correr até ao hospital de novo.
       O Robert chegou ao quarto da Bia e se deita ao lado dela a abraçando devagar.
        Eu comecei a acordar devagar mas sem ele perceber, eu fiz para ele não acordar. 
           -Eu não queria Bia, não te queria  por em perigo, não te queria mentir, perdoa-me, por favor, eu amo-te. -Diz ele muito magoado, e a começar a chorar sangue. -E eu senti que estavas mal, eu tive de te tirar de lá, perdoa-me.
           -Perdoou , mas estás todo magoado. -Disse eu me levantando rápido. -Como posso ajudar? Meu sangue pode ajudar? 
           -Pode, mas não beberei do teu. -Disse o Robert.
      Eu peguei numa faca de cima da mesa e me cortei no braço. E os olhos dele começaram a ficar vermelhos brilhantes.
           -Não sejas louca, eu não te quero matar. -Disse ele a correr até mim e pegando no meu braço e cai de joelhos á minha frente.
       Eu me ajoelhei com ele e meti meu braço na boca dele.
            -Eu confio em ti. -Disse olhado ele nos olhos.
       Ele retirou as presas e me mordeu no braço e bebeu meu sangue, e deitei minha cabeça nele.
            -Eu perdoou, e sempre te amarei, não me interessa mais nada, nem de estar em perigo, só de estar ao teu lado. -Disse encostando a cabeça no ombro dele enquanto ele bebia meu sangue e sorria ao me ouvir dizer o que disse.


Capítulo 11

   Eu já via tudo a começar a embaciar, sentia que ia cair, até que ele parou de beber meu sangue. As feridas dele começaram a sarar rapidamente e fiquei com minha cabeça no ombro dele, e quando ele acabou de beber, baixou meu braço e me abraçou, os dois ajoelhados no chão.
           -Eu só te queria proteger, não queria por te em perigo. -Disse ele a chorar sangue
           -Só quero estar ao teu lado, enquanto estiver ao teu lado, tudo estará bem, mentiste, para me proteger, eu percebi isso quando me defendeste. -Disse ele fechando os olhos e eu encostada a ele.
           -Fico feliz em me perdoares, eu defendi-te e vou continuar a fazê-lo até ao fim, eu voltei para cá, porque foi aqui que tudo começou, onde nasci, e talvez fosse aqui que encontra-se uma forma de trazer meu irmão de novo, mas o que consegui foi quebrar a pedra que tinha no coração e me apaixonar. -Disse ele me abraçando e ainda chorando em sangue.
           -Não á forma de o trazer? -Perguntei me afastando e pondo a mão na cabeça de fraqueza.
           -Há, só o John o pode fazer, só ele sabe, uma magia antiga e muito poderosa, que ele guarda em seu cofre, no seu quarto, e uma bruxa temos, é vampira, mas é bruxa, só precisamos do livro. -Disse ele pegando em mim e colocando-me na cama e se deitando ao meu lado.
    Me encostei a ele, e puxou o cobertor e me tapou.
           -Então, tenho uma ideia. -Disse olhando ele nos olhos. -Alguém, um de nós entra lá, se entregando, e  se solta, pega no livro e sai.
           -É melhor não porque... -Dizia o Robert até a porta de entrada ser partida, arrombada.
           -Olá, olá vampirinho e amada do vampirinho. Vamos brincar. -Disse uma voz vinda de lá de baixo e começou a correr até ao meu quarto e entrou, era a Nicole e o Robert se levantou e se colocou á frente da cama, e ela disparou uma bala de madeira na barriga e ele caiu no chão, eu me levantei fraca e o agarrei, e o abracei quando ele ficou no chão.
           -Pára! Porque lhe fizeste isso? -Disse preocupada com o Robert.
           -Acabei de te salvar a vida, vou te salvar destes monstros, destes assassinos, eles só matam. -Disse ela com cara de nojo e colocando mira, bem no coração dele, com bala de madeira e outra de prata. 
   O Justin aparece á nossa frente de braços abertos, e fica de boca aberta a olhar para a Nicole, ele nunca vira ninguém assim, ele apaixonou, quando viu seus cabelos castanhos, sua roupa como lhe ficava, um top vermelho, umas calças de ganga pretas, ele não conseguia parar de olhar para ela.
           -Outro Robert? Espera... Justin Knight, morto por caçadores em 1805, existe histórias de vampiro/fantasma como tu, protegeste teu irmão quando estavam a ser seguidos, e vieste de novo, sempre a proteger os irmãos... deixa ver se ainda me lembro, li num livro acho que era assim: "Um vampiro que seja morto, e deseje muito poder proteger, ou que tem de ficar pois tem algo importante a acabar, não vai para o céu nem para o inferno, fica preso na Terra como um fantasma.", é assim uma coisa.
           -Sim sou.... salvei ele uma vez, e voltarei sempre a fazer, porque fazes isto? Meu irmão só quer ter a vida normal que ambos sempre quisemos, como os humanos, á bons e á maus, e não matas qualquer um, nem todos somos maus. -Ele se aproxima dela agarra as mãos dela e a olha nos olhos. -Nem todos são maus, acredita.
   Os nove que saíram sem feridas, e os três que tinham levado só soco, voltaram, e tinham uma garota inocente cabelo desmanchado ruiva, t-shirt branca, e calças formais pretas, com saltos pretos, que viram e aprisionaram.
          -Knight, Admas, Parker, agora sigam as nossa regras do jogo, ou esta miúda morre. -Disse um deles, e o Robert tirou a bala, e fomos todos a correr e a Nicole abriu a porta.
         -Que querem para soltar essa garota inocente? -Perguntou o Robert.
         -A Adams. -Disse um baixinho.
         -Nunca! -Disse me colocando atrás dele e meio fraco.
         -Mano... estás muito fraco. -Disse o Justin preocupado a olhar para ele.
         -Não interessa! Na Bianca não tocam! -Disse o Robert decidido.
    Eles começam a espetar as presas na garota, eu não podia mais ver aquilo, a tratarem mal uma inocente que nem tinha nada a haver com a guerra nossa.
          -Parem! Eu vou, larguem-na. -Disse me colocando á frente do Robert.
          -O quê?! Estás louca? Não! -Disse o Robert.
          -Não deixarei uma garota inocente morrer. -Disse olhando para ele, e ele se colocou fora da porta.
          -Fazemos um acordo. Me levem a mim, deixem a Bianca. Justin, toma conta dela, segura-a por favor. -Disse o Robert indo em direcção a eles de cabeça para baixo.
           -Ok, negócio feito. -Disse um muito alto, tinha uns dois metros ou sei lá. Viraram ele para nós e o agarraram soltando a inocente.
           -Nãooo! Robert! -Disse eu a ir a sair a chorar quando o Justin me agarrou. - Nãooo!
     Eles foram-se embora com ele, entrámos a Nicole fechou a porta de boca aberta, e o Justin me levou até ao meu quarto e me deitou, eu não parei de chorar.
           -Bia... -Disse ele ao meu lado, a Nicole tinha ficado na sala a pensar.
           -Deixa-me um pouco sozinha. -Disse me virando para o lado da janela, me encolhendo e chorando.       
    Ele desapareceu e apareceu atrás da Nicole e se sentou.
           -Vampiros... agora que vi isto... tu e o Robert... pareciam, defender uma inocente... ele se entregou pela humana inocente e pela Bianca, tu defendeste teu irmão, sempre, em vampiro, humano, e agora... existem mais assim? Bondosos? -Disse a Nicole a olhar ele no olhos.
          -Bem... existe poucos, muitos preferem largar a humanidade para não sentir mais dor, nós não, nunca quisemos, decidimos assim, quisemos ter humanidade, e lutamos para a ter. -Disse o Justin sempre tranquilo, mas por dentro preocupado.
          -Para um vampiro/fantasma... gostei de ti. -Disse a Nicole, e de repente seus olhos começaram a ter um novo brilho, um brilho de paixão, seu coração parecia bater de novo. -Vou indo, xau. Boa sorte. -Disse ela saindo. 
    Ele desapareceu, e ficou no meu quarto assim... invisível. Eu não parava de chorar, até que adormeci.
    
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    Desde que saí do hospital, desde que o Robert saiu, eles lá ficaram enquanto tudo isto acontecia. A Cláudia acordou, entraram todos no quarto menos a Diana que saiu do hospital a correr. Estiveram todos em silêncio um pouco, durante uns quatro minutos.
       -Estás bem Cláudia? -Perguntou o meu pai. 
       -Sim.. a Bia? Ela está bem? -Perguntou a Cláudia.
       -Agora está. -Disse a Diana a chegar. -Está em casa com o Robert, estão a resolver tudo, estão a conversar.
       -Ainda bem. -Disse a Cláudia respirando de alivio. -Posso sair daqui? -Pergunta ela quando um médico entra. 
       -Bem... penso que sim... mas nada de esforços, vais estar na cama. -Disse o médico, ele era loiro, bata branca, calças pretas, e camisola branca, com sapatos pretos.
       -Ainda bem. -Disse a Cláudia a levantar e o médico vai se embora. 
   O Justin aparece do nada, e eles ficam a olhar para onde ele estava a tentar se habituar, e o James pega na Cláudia levando ela até ao carro, do meu pai, ele se coloca atrás com ela e o Tyler também, ficando o Tyler no lado esquerdo, a Cláudia no meio e o meu irmão no lado direito, o Bryan, á frente com meu pai, e a Diana no carro do Robert. 
   Eles foram até á casa da Cláudia que era a dois quarteirões, e o James pegou nela, e o Bryan, saiu do carro. O Bryan tocou á campainha e o James estava com ela no colo. A senhora Collins, a mãe da Cláudia, era uma mulher bela, cabelo solto, loiro, esticado, t-shirt vermelha e calças de ganga com sapatilhas, gostava de andar normal, sentir á vontade.
       -Quem é? -Perguntou a mãe da Cláudia com uma voz de preocupação e medo.
       -Somos o Bryan e o James com a Cláudia. -Disse o Bryan e a mãe da Cláudia abre a porta.
       -A minha filha! Que aconteceu? -Diz a mãe da Cláudia e a Cláudia se põe no chão, e a mãe dela a agarra.
       -Um acidente na escola, ela tem de ficar de repouso, sem esforços, só cama!. -Disse o James.
       -Até amanhã, amanhã passamos por cá. -Disse o Bryan.
   A mãe da Cláudia fechou a porta e a levou para a cama. O James e o Bryan foram para o carro, desta vez o Bryan para trás e o James para a frente, e arrancaram, meu pai parou á frente da casa dos Evans.
       -Sr. Adams, queríamos falar com a Bianca, esclarecer já, e pedir já desculpas. -Disse o Tyler.
   Ele avançou mais um pouco e estacionou, reparou que a porta estava meia estragada, e havia sangue á porta, todos saíram a correr do carro, viram a Nicole, já ao fundo da rua, e entraram na casa a correr. E foram até ao meu quarto. 
       -Ela está bem. -Disseram todos baixinho e a suspirar de alivio, saíram e fecharam a porta.
       -Até amanhã Sr.Adams. -Disseram o Tyler e Bryan ao mesmo tempo.
       -Até rapazes. -Disse meu pai para eles.
   O Bryan e o Tyler saíram, fechando a porta e foram embora para a casa deles.
  
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    Enquanto se passava tudo os doze homens chegaram ao castelo do Clã Ventrue, com o Robert e o ajoelharam perante os lideres.
       -Eu pedi a Adams, e me trazem o Knight, também me serve. -Disse o John a sorrir. -Vieste para te tornar um Ventrue? 
       -Nunca! Jamais! Eu não sou como vocês! -Disse o Robert gritando com um ar decidido.
       -Veremos... levem-no para a torre do lado norte. -Disse o John.
       -Sim senhor! -Disseram os doze homens o levando para lá trancado ele com grades mergulhadas em prata, e as paredes e com a terra sagrada do país no chão.
    Ele se deitou na terra e desejou para eu estar bem, até que adormeceu.

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   Era de dia, quando acordei, acordei encharcada em lágrimas, não sei porque mas de alguma forma me sentia ligada ao Robert. O Justin estava ao meu lado, ele se sentou e me limpou a cara.
       -Bom dia Bia... estás melhor...? -Perguntou ele preocupado.
       -Não, eu preciso dele, eu preciso... -Disse chorando e ele me abraçou. -Como se mata vampiros?
       -Despedaçando eles em bocados, bala de prata ou ferro no coração, e para garantir outro na cabeça e depois queimas. -Disse ele confuso. -Mas porquê queres saber?
       -Tenho um plano... dá-me uma arma dessas. -Disse com um ar decidido.
       -Não estás treinada, tu não sabes.... -Disse ele.
       -Eu sei como salvá-lo por favor Justin. -Disse olhando ele nos olhos. -Não o queres salvar? Confia em mim.
   Ele desapareceu e apareceu com uma arma e me deu vinte balas de prata e madeira. E me entrega e guardei a arma nas costas presas nas calças.
      -Onde está ele? Diz que eu vou. Vou com ou sem ti. -Disse.
      -Eles vivem no castelo. Cuidado, por favor... o Robert vai-me matar, de vez depois desta. -Disse ele já arrependido.
     -Não vai, até já. -Disse ela saindo sem ninguém ver e ele fica invisível a seguindo.
  Eu cheguei ao castelo e comecei a gritar.
     -Oh idiotas! Venham aqui! Estou aqui como queriam! -Disse a gritar e o portão se abre e se vê três sombras, no meio um baixo e no canto dois altos. 
  Me pegaram e me levaram até ao salão principal.
     -Olha outra... estamos a ficar ricos, vieste te entregar? -Perguntou ele a rir.
     -Sim vim.... -Disse olhando para ele nos olhos.

Capitulo 12

       -Levem-na para as masmorras, para o lado sul e não a soltem! -Disse ele a sorrir.
   Três deles me levaram e me prenderam, fiquei lá presa, aquilo estava tudo sujo, me atiraram como eu fosse um objecto qualquer bati com com a cabeça e o ombro no chão, e sem me aperceber me tinha cortado no ombro, os olhos deles ficaram vermelhos. Fiz uma estaca de madeira, com uma faca que lá estava e um pouco de madeira. O Robert de uma grande distância sentiu meu sangue e acordou.
      -Biancaaaa! Se lhe fizeram algo eu vos mato! -Disse o Robert gritando, e indo ás grades mergulhadas em prata e se queimando mas não largava, até que não aguentou e pôs-se a andar de um lado para o outro já a chorar lágrimas de sangue.
  Por alguma razão, o Justin não conseguia entrar e era um fantasma, devia passar por paredes, mas eles mergulharam tudo em prata e não consegui entrar, pois para além de ser fantasma, era fantasma de um vampiro então foi para a casa da Bianca á espera deles muito preocupado.
   
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   O meu pai bateu á porta, e como não estava... não respondi, entrou no meu quarto e não me lá viu.
      -Jameees, a Bia desapareceu! -Disse meu pai a gritar a chamar por meu irmão, e ele chegou a correr.
      -O quê?! -Disse ele pondo a mão na cabeça quando ele não me viu.
  O Justin apareceu.
      -Ela foi atrás do Robert, quiseram levar a Bianca mas ele foi no lugar dela, e ela foi ter com ele, eu tentei lá entrar, mas não consegui. -Disse o Justin de cabeça para baixo.
  Meu pai sentou-se na cama e começou a chorar.
     -Minha mulher morreu, agora minha filha está presa, isto não pode estar a acontecer... -Dizia meu pai a chorar, e meu irmão se sentou ao lado dele e se abraçaram e também largou uma lágrima. 
     -Ela está bem, ela tem de estar bem. -Disse meu irmão.

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     -Ahhhhhhh! Que nojo, tirem isto daqui! -Fingi estar apavorada e gritei, o Robert ficou preocupado.
  Um guarda chegou, igual aos outros, sinceramente eles tinham que escolher um estilo melhor.
     -Que se passa? -Disse ele.
     -Tem aqui alguma coisa, que nojo. -Fui para ao pé da parede, me encostei á parede, e apontei para o meio, ele entrou e procurou, não viu nada, peguei na arma, e disparei nele, a arma era silenciosa, até eu me admirei, peguei num isqueiro, um pouco de gasolina que eles tinham guardado ao lado da cela. -Onde está o Robert e onde é o quarto do John? -Perguntei espetando a estaca.
    -O Robert está na torre do lado norte, e o quarto do John é o último, do último andar. -Disse o guarda cheio de dores.
   -Como pego o livro que tem num cofre e onde está o cofre? -Perguntei esfaqueando ele ainda mais e lhe tirando as chaves.
   -O cofre só se abre com sangue humano e está escondido atrás de um retrato dele. -Disse o guarda.
 Eu atirei gasolina a ele, disparei de novo no coração e outro na cabeça, acendi o isqueiro e lhe coloquei um pouco deitando logo fogo, guardei a arma, o isqueiro, e peguei na gasolina e saí. Fui a correr até ao lado norte, tive de subir algumas escadas, fui por caminhos estreitos, para eles não me encontrarem, cheguei á torre norte onde tinha o Robert, mergulhado em lágrimas de sangue.
    -Robert... -Disse eu pousando a garrafa de gasolina e colocando as mãos nas grades.
    -Bianca... -Disse ele colocando as mãos dele nas minhas. -És louca? Queres morrer? Vai... não suporto se te acontecer algo.
    -Não vou sem ti e sem o livro. -Peguei nas chaves que tinha guardado no bolso e abri a cela e nos abraçamos e beijá-mo-nos. -Vamos sair daqui.
  Ele pegou na garrafa de gasolina e agarrei a mão dele a Nicole apareceu á nossa frente.
    -Vocês me abriram os olhos, o Justin me abriu os olhos, eu vou ajudar-vos. -Disse a Nicole e nós acenamos a cabeça de forma a dizer "Sim, vamos".
    -Apaixonaste pelo meu irmão diz antes. -Disse ele a rir.
    -Ha ha ha, que engraçadinho... talvez.... -Disse a Nicole a ficar corada e nós nos rimos.
    -Bem, o quarto do John é o último do último andar, e o cofre só se abre com sangue humano. -Disse a eles.
     -Como descobriste? -Perguntaram eles admirados e a olhar para mim.
     -Descobrindo... -Disse. -Vamos.
  O Robert e eu íamos de mãos dadas, fomos a correr pelas escadas, e chegámos ao quarto do John, era enorme, tinha montes de livros, uma secretaria, uma grande cama, montes de estantes, e lá estava, o retrato, eu me aproximei do retrato.
     -Aqui. -Disse tirando o retrato, e lá estava um buraco com um cofre lá dentro, e o tirei e coloquei em cima de uma mesa e peguei numa faca.
     -Eu quero fazer Bia. -Disse a Nicole pegando na faca.
     -Tens a certeza? -Perguntei lhe olhando.
     -Sim... -Disse a Nicole se cortando na mão e passando pelo cofre o sangue e os olhos do Robert ficaram vermelhos mas ele se conseguiu controlar, ele conseguiu ouvir o John a gritar: "Estão a roubar o livro do cofre impeçam, eles fugiram, tem reforços!" e começou a ouvir passos, quando abriu peguei no livro.
      -Eles vem aí, vamos sair logo daqui. -Disse o Robert e começamos a correr por o lado oposto do deles, pois o Robert consegui ouvir por onde eles vinham, conseguimos sair de lá, me pegou no colo. -Nicole, sobe para as minhas costas e segurem-se bem. -A Nicole subiu e se segurou a ele, e eu me agarrei a ele, e ele começou a correr o mais rápido que pode até á minha casa e até ao meu quarto, e estavam lá meu pai, meu irmão, e o Justin, de cabeças baixas.
   Eu saí do colo do Robert e a Nicole das costas dele.
      -Bia.... -Disseram meu pai e meu irmão ao mesmo tempo se levantando e me abraçando.
  O Justin se levantou e olhou para a Nicole e ela olhou para ele e se abraçaram.
      -Vamos te trazer de volta... -Disse a Nicole.
  Eu me afastei do meu pai e do meu irmão e lhes mostrei o livro.
     -Consegui.... conseguimos, a Nicole deu seu sangue para te libertar, eu tirei as informações. -Estou bem, só tenho fome....
     -Claro, vou fazer alguma coisa. -Disse meu pai saindo, meu irmão, e a Nicole foram com ele.
 Eu fui ter com o Justin e o Robert com o livro na mão.
     -Está aqui o livro, espero que voltes ao que eras. -Disse lhe entregando o livro e saí para a sala e fui ver televisão e meu irmão e a Nicole se juntaram a mim com pipocas, ficámos a ver Step Up 2.
    Eles ficaram lá no meu quarto a falar os dois,  e a Diana tocou á porta, meu irmão foi abrir, dando autorização para entrar e voltou a se sentar ao meu lado, e ela subiu e foi ter com eles e vê o livro na mão do Justin.
     -Como... conseguiram? -Perguntou a Diana olhando para o grande livro dourado.
     -A Bia, conseguiu descobrir, a Nicole deu seu sangue, e eu ajudei a fugir. -Disse o Robert. -Vou ligar á Jenny. -Ele pega no telemóvel e ouve alguém a falar do outro lado.
      -Robert! Olá... -Ouve-se uma voz doce e simpática.
      -Olá Jenny... temos o livro.... vamos conseguir. -Disse o Robert.
      -Ok... vou já para aí. -Disse do outro lado do telemóvel.
  Da sala e eles lá em cima se sente o cheiro do churrasco.
      -O jantar está pronto! -Disse meu pai a gritar do quintal, e fomos todos a correr.
   Pegamos todos num pão e no frango e comemos todos, o Justin como não podia comer, andava a pregar partidas a todos, a assustar-nos, e depois a Nicole e meu irmão decidiram molhar todos, tivemos de correr só que eu, e meu pai éramos lentos demais e ficámos todos molhados.
  Entretanto ouve-se a porta de entrada a ser quebrada e todos parámos.
    -Vampiro não é, precisa de autorização para entrar numa casa... -Disse o Justin, que estava á frente da Nicole, o Robert se colocou á minha frente, e da Diana, e o meu pai e meu irmão lado a lado, ficámos todos numa fila assim, virados para a porta do quintal e entrou brutalmente uma mulher de cabelo castanho claro t-shirt castanha, e uma camisa aberta verde, calças de ganga e sapatilhas pretas armada tirando uma das armas e carregando com balas de madeira e de prata fixando a mira no Robert.
    -Olá... e adeus sugadores de sangue. -Ela disparou e eu me coloquei á frente levando com a bala na barriga e sagrando caindo e o Robert rapidamente me apanhou antes de cair no chão, ele lhe olhou com os olhos vermelhos, e a Diana, o Tyler e o Bryan que estavam em casa dele que era ao lado da nossa ouviram e saltaram pelo muro alto e se colocaram á nossa frente.
   -Chega Lauren! -Disse a Nicole a ir a correr para a frente dos Evans.
   -Que fazes aqui com eles Nicole? De que lado estás? -Perguntou a Lauren.
   -Aprendi que nem todos eles são maus. -Disse a Nicole pegando numa faca.
   -Decidiste virar as costas á tua própria tia e juntar aos seres que mataram os teus pais.
   -Sim. -Disse a Nicole decidida.
Sorri e tudo começou a desaparecer até que desmaiei.
   -Bia! -Disseram a gritar, o Justin, meu pai, meu irmão, a Diana, o Robert, o Bryan e o Tyler enquanto a Lauren e a Nicole se desafiavam pelo olhar.

Capítulo 13


     -Leva a Bianca daqui, James, para o quarto dela. -Pediu meu pai, enquanto o Robert estava agarrado a mim no chão a chorar lágrimas de sangue.
   O meu irmão se aproximou, baixou e colocou a mão na minha barriga onde tinha sido baleada e colocou a outra mão, a direita no ombro esquerdo do Robert.
     -Ela vai ficar bem, deixa-me levar ela... -Disse meu irmão.
  O Robert se levantou me pondo em seus braços e o meu irmão se levantou junto e ele me colocou nos braços do meu irmão.
     -Cuidado com ela... toma bem conta dela, por favor James. -Disse o Robert.
   Meu irmão foi a correr a me por no quarto e me colocou na cama, colocou um pano limpo na ferida, enquanto todos lá em baixo se desafiavam pelo olhar quando meu irmão ouviu a campainha e foi a correr abrir a porta, era uma rapariga loira, muito bonita de cabelo loiro, olhos castanhos, top vermelho e calças de ganga com sapatilhas vermelhas da Puma.
    -O Robert está aí? Eu o ouvi, e que cheiro a sangue, ups..... -Disse ela a tapar a boca.
    -Está lá atrás com um problema, e minha irmã baleada, e sei o que são, quem és tu? -Disse meu irmão.
    -Sou a Jenny Jones, ele me conhece.... -Disse ela.
  Ele apareceu a correr á porta a chorar sangue e a abraçou.
     -Jenny Jones podes entrar. -Disse meu irmão autorizando.
  Eles os três foram para o quintal, e estavam já todos feridos, mas as feridas passavam rápido, estavam todos deitados no chão em sangue menos o meu pai na qual defenderam.
      -BASTA! -Disse a Jenny fazendo um olhar meio estranho e com um movimento ao de leva com a mão fez a Lauren ser presa por árvores sem ter por onde fugir, e rapidamente pegou nas armas todas dela e rapidamente retirou todas as balas que todos possuíam em seus corpos e todos se curaram rapidamente.
      -Seus monstros! -Disse a Lauren a gritar.
      -A única que o está a ser és tu, tem lá uma humana em cima ferida, parabéns, eu aprendi, tu não, lamento. -Disse a Nicole a cambalear e o Justin a ajudou a ir até ao meu quarto.
     -Estou orgulhoso de ti, obrigado por ajudares meu irmão. -Disse o Justin ao ouvido dela enquanto andavam e a sorrir.
      -Obrigado. -Disse a Nicole baixinho a sorrir.
   O Robert, o meu irmão, o meu pai, o Tyler e o Bryan foram a correr pelas escadas e ficaram lá todos parados a olhar para mim sem saber o que fazer, e eu estava toda cheia de sangue, na cara, no cabelo e na roupa, nem dava para ver a cara bem, pois o sangue com que o James tinha ficado na t-shirt branca dele, minha tinha sujado a cara, e mais as nódoas negras que tinha, pioraram.
    A Jenny fez as árvores desaparecerem e pegou pela t-shirt dela ensanguentada.
        -Meus amigos e eu só queremos ter uma vida normal e trazer o Justin de volta á vida, como á humanos bons e maus á outros seres iguais, e não vejo você contra os humanos maus. -Disse indo a correr com ela até a uma floresta a duas cidades e voltou em quatro minutos até ao meu quarto.
         -Jenny.... -Disse a Diana, o Justin e o Robert olhando para ela.
        -Afastem-se... eu sei o que fazer. -Disse a Jenny e todos se afastaram. Ela tirou a bala com a mão. -Agora para ela recuperar, o melhor era sangue de vampiro.
        -Eu dou o meu. -Disse o Robert mordendo o braço dele e colocando na minha boca, entrando no meu organismo, e as feridas começaram a melhorar mas não acordei. -Porquê ela não acorda? -Disse ele se sentando no topo da cama e colocando a minha cabeça no colo dele.
        -Tens de ter calma Robert... as coisas não são assim, tens de ter paciência. -Disse a Jenny.
       -Mas ela vai ficar bem? -Perguntou o Tyler preocupado.
       -Sim vai. -Garantiu a Jenny. -Vamos deixar ela descansar. -Disse a Jenny saindo, e todos saíram. -Ficas Robert?
      -Sim. -Disse O Robert e a Jenny saiu, ele deitou-se ao meu lado e me abraçou, fechando os olhos adormecendo.
   Eles foram todos para a sala, e se sentaram nos sofás, a Diana ao lado do Bryan, e do outro lado do Bryan, o Tyler, depois o meu pai com meu irmão noutro, e a Nicole noutro com o Justin, e a Cláudia aparece abrindo a porta de minha casa, pois eu dei-lhe as chaves quando éramos mais pequenas, e fechou e se sentou ao lado do James.
      -Nicole e outra vampira? Que perdi? -Pergunta a Cláudia. -E a Bia?
      -Eu sou a Jenny, amiga dos Knight. -Disse a Jenny se apresentando.
      -E eu estou do vosso lado agora, minha tia não tem razão, os vampiros são como os humanos, á bons e maus. -Disse a Nicole.
      -E a Bia está lá em cima a descansar com o Robert depois de ter sido baleada. -Disse o James olhando para ela.
      -Uau, mas ela já está bem? -Perguntou a Cláudia preocupada.
      -Vai ficar. -Disseram o Bryan e o Tyler ao mesmo tempo.
      -E vocês também não estão lá muito bem. -Disse com uma cara esquisita.
      -Tivemos de lutar contra a minha tia. -Disse a Nicole um pouco triste.
      -E tu não devias estar a descansar também menina Cláudia? -Disse o Tyler a rir.
      -Fugi, tinha saudades vossas... -Disse a Cláudia a rir. -Uma pergunta... como se conheceram? Os Knight e tu Jenny? -Perguntou se virando para a Jenny.
      -Bem... foi dois anos depois dos Knight serem transformados, quando eles estavam a ser perseguidos, foi em 1805, ouvi eles a gritarem e a fugir, e senti o cheiro a sangue de recém-vampiros, e ouvi os caçadores atrás deles e fui ajudar, o Justin tinha salvo o Robert, estava morto, tirei a Diana e o Robert de lá, e depois de eles desaparecerem voltei e peguei o corpo do Justin enterrando no jardim da casa deles e prometi ajudá-los e ajudar a trazer o Justin de volta.
     -Mas quando um vampiro morre, não morre logo? De vez? -Perguntou o meu pai confuso.
     -Sim, mas o Justin, com a vontade de ajudar os irmãos, a vontade foi mais forte, ele não foi para o céu, nem para o inferno... ficou preso na terra como um fantasma/vampiro.
     -Uau.... -Disse o meu irmão a tentar adquirir tudo. -E os espelhos? Cruzes? Alhos? Essas coisas todas? -Perguntou meu irmão.
      -Lendas. -Disse a Jenny, a Diana e o Justin.
 Eu acordei, comecei a abrir os olhos lentamente, e o Robert ao me sentir acordou me colocando a mão na cara e eu devagar coloquei a minha.
     -Pensei o pior. Eu .... -Disse ele ainda muito preocupado.
     -Eu estou bem, e voltaria a fazer por ti. -Disse o beijando.
     -Não te quero perder Bia.... -Disse ele segurando minhas mãos.
     -Ainda me terás de aturar durante muito tempo. -Disse a sorrir.
     -Espero que sim... -Disse o Robert.
  Tanto na sala como cá em cima se fez um grande silêncio.
     -Vamos até á sala? Se estiveres melhor.... é que estão todos preocupados... -Disse o Robert se levantando e me dando a mão como um cavalheiro e me levantei segurando a mão dele.
     -Sim... vamos. -Disse a sorrir, de mão dada a ele, e nos dirigimos á sala para perto de todos e ficámos á porta da sala meu irmão me viu.
     -Bia.... estás bem? -Perguntou meu irmão e olharam todos para mim.
     -Sim estou... e Cláudia? Que fazes aqui? Não devias estar a descansar? -Perguntei preocupada.
     -Devia... mas fugi, estava farta... -Disse a Cláudia a rir. -Mas porquê todos perguntam e dissem o mesmo? -Disse ela e todos nós nos colocá-mo-nos a rir.
      -Realmente... depois destes anos não sei porque perguntamos. -Disse o Tyler a rir e nos rimos ainda mais menos a Jenny que estava a olhar para mim com um olhar sério que já me estava a assustar.
     -Oh Yeah maninho, é isso aí, bate aqui. -Disse o Bryan levantando a mão e o Tyler bateu com a mão dele na do irmão e todos se riam.
     -Aquela ali.... -Disse o Robert apontando para a Jenny. -... É a Jenny Jones, ela te salvou.
     -Obrigado. -Agradeci.
     -Uma pergunta.... vocês são os Adams....? -Perguntou a Jenny olhando para mim. -É que a tua cara não me é estranha.
     -Sim somos... -Disse confusa.
     -És a Bianca Adams?! -Perguntou ela se levantando.
     -Sim sou.... -Disse confusa e mais assustada ainda. -Que se passa?!
 Ela correu rápido e se ajoelhou perante mim e me agarrei ao Robert o abraçando e ele a mim.
     -Todos estes séculos ouvi falar em ti Bianca Adams, e finalmente encontrei e poderei cumprir minha promessa. -Disse a Jenny emocionada.
     -Que promessa? -Perguntou o Robert.
     -Proteger a Adams do John, a única que lhe pode dar o poder eterno, ser a maior vampira que já existiu, ou a vida eterna onde nada o deterá. -Disse ela.
     -E como sabes isso tudo? -Perguntou o Robert me abraçando.
     -Não conheces tudo em mim Robert, vocês dois, quando te vi, a ti e aos teus irmãos, e quando vi o Justin a ser morto percebi... a lenda era real.... o John sabe metade e ele sabe medir o poder ao toque. -Disse a Jenny ainda de joelhos á minha frente.
     -Como sabes tudo isso? Eu nem sabia... ninguém sabe! -Disse o Robert.
     -O Clã Ventrue sabe metade, não sabiam quem eram, agora sabem que a Bianca é uma, e minha família sempre teve a obrigação de tomar conta da lenda e mais ninguém saber dela, e meu dever é ajudar-vos. -Disse a Jenny se levantando, tu, Robert Knight e Bianca Adams, são a lenda, e pelo que sei. -Diz ela pegando num livro. -Pelo que este livro diz, que é a lenda, um livro de 1341, passado de gerações e gerações na qual vocês devem ter muito cuidado, isto ainda mal começou, estamos todos em perigo. -Ela se vira para eles. -Temos que os apoiar, ajudar e lutar. A guerra ainda só agora vai começar.
     -Não consigo ouvir mais... -Disse saindo a correr para o meu quarto e o Robert foi atrás de mim, e a Jenny também ia mas meu pai se levantou e segurou ela pela mão.
     -Deixa um pouco minha filha, deixa ela pensar. Posso ver o livro? -Disse meu pai e com um pouco de curiosidade no livro e na lenda.
      -Claro Sr. Adams. -Disse ela lhe dando o livro.
   Ele abriu, e tinha uma foto minha com a minha família, mais outra dos Knight com o Robert á frente, noutra, o Justin e a Nicole, com ele á frente como fosse a proteger a Nicole, noutra o Tyler a Jenny, o Bryan e a Diana, o James e a Cláudia, o Robert e eu e noutra meu pai á frente de todos a proteger do Clã Ventrue, e a Lauren. E começou a ler, e terminando passou a cada uma, primeiro o James, depois a Cláudia, o Tyler, o Bryan, a Diana, a Nicole, e o Justin.
      -Estranho... -Disse a Cláudia assustada e admirada.
   Fez-se um silêncio total, já eram onze da noite e eu quando cheguei ao quarto, me deitei na cama a chorar e a tremer de medo, o Robert se deitou ao meu lado me abraçando sem dizer nada, a me mexer no cabelo até que adormeci.
      -Bem vamos indo. -Disse o Bryan se levantando.
      -Ai vamos? -Perguntou o Tyler fazendo cara de engraçado.
      -Sim vamos... -Disse o Bryan a rir e todos se riram. -Amanhã infelizmente há aulas.
      -E este ano é para passar Bryan. -Disse meu pai a rir.
      -Sim... claro... veremos... -Disse ele a rir muito.
      -Até amanhã a todos e obrigado pelas feridas. -Disseram eles os dois e começaram todos a rir muito.
      -Até amanhã. -Disseram todos e eles saíram.
      -Vou me deitar também, até amanhã. -Disse meu irmão se levantando e indo para cima.
      -Até. -Disseram.
   A Nicole, a Cláudia, o Justin, a Diana e a Jenny se levantaram todos ao mesmo tempo.
      -Vamos indo também, até amanhã. -Disseram.
      -Xau. -Disse meu pai e eles saíram e ele se foi deitar também.
   A Nicole ajudou a Cláudia a ir até casa.
   O Robert adormeceu ao meu lado eram umas onze e quarenta e cinco quando a casa ficou calma, e todos já estavam a dormir, e o Robert saiu de lá eram talvez umas três da manhã? Bem ele foi para dormir em casa dele.
   Acordei no dia seguinte, com meu irmão a gritar ás sete horas da manhã.
     -Está um belo dia.... toca a acordar. -Dizia ele a gritar pela casa toda, e eu me levantei e corri atrás dele, e na sala ele se virou me pegou atirou ao sofá e me começou a fazer cocegas.
     -Ahhhhh, pára! -Disse eu já a chorar de tanto rir.
     -Venham comer! -Gritou meu pai.
  Nós dois fomos a correr como duas crianças de cinco anos comemos ambos cereais Chocopic e fomos a correr pela pose da casa de banheiro e ele me ganhou, e enquanto ele se vestia eu arrumava as coisas na minha mochila roxa e preta.
     -Podes ir! -Gritou meu irmão do quarto dele.
  Peguei nas minhas coisas, na minha roupa, e tomei um banho de cinco minutos e me vesti, calças pretas de ganga, t-shirt branca, e sapatilhas pretas, penteei-me, peguei nas coisas e saí com meu irmão.
     -Ei... mana... -Disse meu irmão durante o caminho.
     -Diz... -Disse.
     -Estás bem? Quanto... a tudo o que se passou? -Perguntou meu irmão.
     -Sim... estou... -Disse só para não o preocupar, pois por dentro, estava muito mal.
     -Hum... se o dizes. -Disse meu irmão com voz de quem não acreditou muito.
  Cinco minutos depois chegámos á escola, e fomos a correr pois já chegámos tarde. Era aula de Educação Moral Religiosa Católica, e não percebo porquê temos isto... a professora era baixinha, cabelo curto castanhos escuro, t-shirt vermelha, calças pretas, e sapatilhas vermelhas, batemos á porta e ela foi abrir.
      -Podemos entrar professora, por favor? -Dissemos.
      -Senhores Adams... estão atrasados, do James não me surpreende, mas você Bianca? Sentem-se -Disse a professora, e fomos nos sentar, a Cláudia ainda não tinha vindo e um colega tinha faltado.
      -Bom dia Robert... -Disse baixo e a sorrir, tirando as coisas.
      -Bom dia minha linda. -Disse ele com o olhar misterioso dele como tivesse sido aberto e o belo sorriso.
      -Queria que todos escrevessem um pequeno texto sobre a opção de ser Gay/Lésbia, a vossa opinião e o porquê.
   Todos fizemos, alguns não apresentaram, mas eu quis ir, levantei-me e comecei a ler o que escrevi.
     -"Todos temos a nossa escolha, e quem escolheu ser Gay/Lésbica, foi por opção deles, não é a nossa, não devemos meter na vida dos outros, e não devemos deixar eles de parte por isso, são seres humanos, não devemos fazê-lo, se fosse comigo... eu odiaria que me tratassem assim, nós não temos o direito de criticar, pois o coração não escolhe quem ama, o amor simplesmente acontece, não podemos mandar no nosso coração, não podemos mandar ele não gostar de uma pessoa, o coração deles funciona como o de qualquer ser humano, bate, eles são iguais, só que gostam de pessoas do mesmo sexo. E daí? Perdem o direito á vida? Eu digo não! Eles tem direitos como todos nós. Eles merecem o mesmo que todos nós."
   Todos levantaram e aplaudiram de pé.
      -Muito bem Bianca, gostei, tiveste a coragem e falaste a verdade. -Disse a professora. -Podem arrumar, vai tocar.
   Todos nós arrumamos as coisas e tocou e todos saímos da sala e quando íamos a sair, ia eu, o Robert, a Diana, o James, e a Nicole todos juntos até ao bar, mas ao ir para lá encontrámos todos no pavilhão num grande circulo, e o Tyler e o Bryan lá á frente, nós nos conseguimos infiltrar e chegar lá á frente, e o rapaz que faltara? Era ele que estava ali, no chão, morto de cabelo loiro, e t-shirt verde escura, seus olhos esverdeados e sem vida, calças de ganga, e sapatilhas pretas, e o seu sangue formava: "Bianca Adams e Robert Knight.... isto é o aviso, a guerra começou, vocês serão nossos."

Capítulo 14

   O Robert que estava ao meu lado me agarrou me puxando para ele e eu fiquei assustada e larguei uma lágrima, agarrei-me a ele, e ficámos só metade virados, agarrados, a olhar para o sangue, e ele me beijou na testa, e colocou o queixo na minha cabeça.
    -Vai ficar tudo bem. -Disse o Robert tentando reconfortar-me.
 A directora da escola, um mulher magra, alta, com uma saia preta até aos joelhos, uma camisa branca, e sapatos de altos pretos, loira, chegou ao local com agentes da policia.
   -As aulas vão ser interrompidas, quando forem retomadas, vos ligaremos a avisar. -Disse a professora.
 Todos começaram a sair, e nós todos ficámos ali sem conseguir mexer. Os agentes colocaram as fitas á volta do local, os bombeiros chamados ao local, levaram o corpo do nosso colega.
    -Vocês são o Robert Knight e a Bianca Adams mencionados na ameaça ou sabem quem são? -Perguntou um agente, alto, magro, cabelo castanho claro, curto, olhos azuis, uniforme, e as armas claro...
    -Somos nós. -Disse o Robert ainda me abraçando como de forma a proteger, e eles atrás de nós.
    -Podem nos acompanhar? -Perguntou o guarda.
    -Ok... -Disse com dificuldade.
    -Até logo pessoal. -Disse o Robert me ajudando a andar com o agente até ao carro e eles nos acenaram com a mão de forma a dizer "Xau".
  Nós entrámos no carro e fomos até á esquadra e ficámos lá á espera numa sala durante meia hora sentados e eu com a cabeça encostada nele enquanto me mexia no cabelo, quando meu pai chegou todo preocupado a correr, eu e o Robert nos levantá-mo-nos, e ele me abraçou.
    -Já soube, me telefonaram e o James contou os pormenores. -Disse meu pai nervoso ainda.
    -Vai ficar tudo bem... -Disse abraçando meu pai de novo, eu disse por dizer, pois eu sabia que era só o começo.
    -Bianca Adams, posso falar consigo? -Veio o mesmo agente que tinha falado connosco na escola.
  Eu larguei meu pai, e fui em diagonal até á sala, era uma sala vazia, câmaras de filmar, uma mesa, duas cadeiras, e tudo cinzento e me sentei do lado oposto da porta.
   -Quem poderia querer seu mal? -Perguntou o agente se sentando.
   -Ninguém.... -Menti, tinha o Clã Ventrue, mas não os podia entregar, são vampiros e não podia dizer a verdade.
   -Tem de dizer a verdade, menina Adams. -Disse o agente a olhar sério para mim.
 O Robert entrou rapidamente lá dentro.
    -Olhe-me nos olhos senhor agente, é urgente. -Disse o Robert.
  O agente olhou nos olhos dele e os olhos dele mudaram para um tom claro.
     -Vai esquecer o sangue, vai esquecer o caso, vai apanhar um assassino em série, e acusá-lo, só se vai lembrar disso. -Disse o Robert hipnotizando o agente e a correr muito rápido destruindo as fotos que tinha a ameaça feita do sangue, os vídeos da camarã e o guarda ficou meio confuso e o Robert me pegou pela mão e saímos de lá rapidamente.
    -Como fizeste aquilo? -Perguntei surpreendida.
    -Coisa de vampiros... -Disse ele a rir. -E fiz aos restantes agentes.
  Nós fomos a andar até casa, eu e o Robert fomos até ao meu quarto, e estava lá a Jenny, o Justin em fantasma e o corpo dele, e a Diana. Meu pai foi para o sofá descansar.
    -Que cheiro. -Disse ao entrar e corri á casa de banho para vomitar, ajoelhei á frente da sanita, vomitei, dei descarga e voltei.
     -Melhor? -Perguntou a Diana.
     -Sim... é o corpo... do Justin? -Perguntei apontando e aproximando.
     -Sou eu. -Disse o Justin a rir, e também nos rimos.
     -Vou trazer de volta o Justin. -Disse a Jenny pegando no livro, ela acendeu uma velas, abriu o grande livro, pousou. -Dá as mãos ao corpo Justin. -Disse virando para o Justin, e ele tocou no esqueleto da mão e ela se ajoelhou á frente do corpo que estava no chão e ela coloca as mãos no ar uma virada para o corpo e outra para o Justin em fantasma, mas sem tocar.
   Ela fechou os olhos, os cabelos começaram como a voar do nada, as chamas a aumentarem, o Robert e a Diana cortaram-se e espalharam sangue deles, da cabeça aos pés, e ele começou a entrar no corpo, ela parecia estar a falar por mente, ela abriu os olhos e estavam vermelhos como sangue, parecia que ela estava com dores, ele entrara por completo.
    -Bia... se não for pedir muito, dás um pouco do teu sangue para o acordar? -Pediu a Diana com olhos sinceros, e de alegria por o irmão estar quase de volta.
   -Sim... -Concordei, cortei-me no braço e coloquei na boca dele, escorreu três gotas, e não foi preciso mais para ele acordar, afastei, e o Robert pegou a bolsa que tinha com sangue e deu-lhe e ele bebeu todo. -Então porquê meu sangue se ele está a beber de uma bolsa? -Perguntei confusa.
   -Só o sangue de uma alma pura o podia acordar. -Disse a Jenny já normal.
   -Ah... ok. -Disse um pouco a sentir usada.
   -Obrigado Bia. -Disse o Justin a sorrir.
    -De nada, preciso pensar.... -Disse a sair do quarto e de casa a correr até á lagoa.
    -Bianca..... -Disse o Robert se sentindo um pouco mal ao ver-me sair e ainda se colocou direito e pronto a ir atrás de mim mas a Jenny lhe segurou pela mão.
    -Temos que ir embora daqui agora, trouxemos o Justin de volta, já cumprimos o objectivo. Temos que ir antes de todos nós acabarmos mortos. -Disse a Jenny ao Robert, ele se virou para ela e lhe olha nos olhos.
  Eu corria o mais depressa que podia, me sentei na lagoa a mexer na água até adormecer enquanto eles saiam de minha casa e iam até a deles, arrumaram tudo e partiram ás duas da manhã. E eu? Acabei por adormecer á beira da lagoa ao frio, nunca uma noite foi tão fria, meu pai foi até ao meu quarto e não me encontrou, ficou preocupado, e chamou meu irmão o acordando a gritar a dizer que não estava em casa, telefonaram ambos ao Tyler, ao Bryan, e á Cláudia, e como estava na lagoa, óbvio que não sabiam de mim, e se encontraram todos lá em casa, meu pai lhes abriu a porta quando a campainha tocou, e eles entraram a correr até á sala preocupados, onde estava o meu irmão a andar de um lado para o outro muito preocupado.
  -Ei calma, vamos encontrar ela. -Disse a Cláudia a abraçar o James, ela mentia, porque por dentro estava muito preocupada, e meu irmão a abraçou junto.
   -Eu.... aquela miúda.... -Dizia o meu irmão a por as mãos á cabeça e pegando o telemóvel e indo até á porta. -Vou procurá-la.
 Meu irmão saiu a correr e bateu com a porta com força muito preocupado e o Tyler, o Bryan, a Cláudia e meu pai ficaram a olhar uns para os outros e saíram a correr também em direcções diferentes, todos corriam á minha procura, o Tyler e o Bryan iam em sua forma de lobo, até que o Bryan me encontrou ele em lobo tinha um pêlo lindo, e fofinho castanho claro e os olhos castanhos escuros, estava a andar em quatro patas e de repente ficou em dois apoios, os pés, ele estava sem t-shirt e eu ali virada de lado a olhar para a pequena lagoa encolhida, a dormir e com a cara molhada de ter estado a chorar antes de adormecer e ele se ajoelhou e sorriu aliviado por me encontrar, pegou no telemóvel e telefonou ao meu pai.
   -Sr. Adams, encontrei a Bia, ela está aqui na floresta ao pé de uma lagoa, ela adormeceu, não a vou acordar, amanhã depois a levo, vou ficar aqui com ela ok? -Disse o Bryan ao telemóvel ao falar com o meu pai baixinho.
 Uma resposta se ouvia pelo telemóvel, era a voz doce do meu pai que se ouvia aliviado: "Obrigado Bryan, e ok, vou avisar os outros, mais uma vez, muito obrigado."
   -De nada, até amanhã. -Disse o Bryan baixinho e desligando o telemóvel e se deitando ao meu lado me abraçando para me manter quente e adormecendo ao meu lado.
 A noite passou rápido e depressa o sol se começou a mostrar e eu acordei devagar quente e com o Bryan abraçado a mim e ao me virar para ele, vi que sorria, e ao me mexer o acordei, me mexeu no cabelo com um sorriso que era raro ver e já o conhecia á muitos anos.
    -Bom dia louca, assustastes todos. -Disse ele olhando nos meus olhos e a sorrir.
    -Pois.... desculpa, é que... foi uma coisa com os Knight, eu só quis fugir e correr, me deitei e adormeci. -Disse baixando a cabeça, escondendo o meu rosto e ele colocou a mão dele pelo meu queixo levantando a cabeça.
    -Estás desculpada, vá vamos. -Disse ele levantando e estendendo a mão, lhe dei a mão e me levantei.
  Fomos os dois até minha casa nas calmas, subimos até ao meu quarto e ele se deitou na minha cama enquanto eu tomava um banho rápido e me vestia, eu levava uma t-shirt vermelha daquelas largar e umas calças justas pretas e sapatilhas, o Bryan estava a comer a segunda sandes mista, por isso lhe tirei e comi.
   -Ei! -Disse o Bryan a levantar e a correr atrás de mim, percorremos a casa toda a correr, até que acabei de comer, e ele me apanhou e fez montes de cocegas e caindo no chão.
   -Pára! Hahaha. -Dizia eu já a chorar de tanto rir e ele parou e me levantou.
Eu fui lavar os dentes, preparei a mochila e saímos de minha casa e fomos á dele buscar as coisas dele, tomar um banho rápido, vestiu de preto como sempre, lavou os dentes, e fomos a correr até á escola, mas já estávamos atrasados, ele foi para a sala dele e eu para a minha, bati á porta, era aula de História, e a professora era alta, magra, vestia uma camisa branca, umas calças pretas formais, sapatos altos pretos,  tinha o cabelo comprido e esticado também preto.
   -Desculpe pelo atraso, posso entrar por favor? -Disse eu olhando para a professora.
   -Podes sim. -Disse a professora se desviando me deixando passar, entrei vi o James e a Cláudia com um ar de aliviados, a Nicole com um ar triste, e o Robert, e a Diana não lá estavam e fiquei parada a olhar para os lugares vazios com um ar desapontado. -Menina Adams, sente-se.
  Eu me sentei, passei a aula a olhar para o lugar do Robert e nem prestei atenção á aula. Passaram horas e horas, nos intervalos me afastava de todos, me sentando na relva do jardim á frente da escola encostada a uma ávore, o dia parecia demorar anos a acabar, quando as aulas acabaram, eu fui até á casa do Robert, subi até ao quarto do Robert e da Diana, estava tudo arrumado, as roupas deles arrumadas, e não se via malas, eles se tinham ido embora, eu estava no pátio, na parte da frente da casa a preparar para ir embora quando aparece o Trovão, o cavalo do Robert, e se chega a mim de forma amigável, e os olhos pareciam dizer "Lamento", eu lhe mexi na cabeça.
   -Não acredito que ele se foi embora, eles me usaram, me apaixonei, e dava minha vida por ele, eu fiz tudo para ter aquele livro, e ele me faz isto, ele me usou, eles me usaram para trazer o Justin de volta. -Disse eu a sentar na berma da fonte que havia á frente da casa dos Knight e a chorar, e tive assim, e a fazer festinhas no Trovão durante uma hora e meia, fui a andar até casa, abri a porta e gritei a subir as escadas. -Cheguei, vou para o meu quarto!
 Me atirei na cama e fiquei deitada virada de lado para o lado da janela a chorar e abraçada a urso de peluche. Eu ouvi a porta do meu quarto a abrir e a fechar.
   -Olá, boa tarde, eu sou o canalizador. -Disse a voz conhecida vinda de traz de mim.
   -Mas que faz aqui então? Saia por favor. -Disse eu a limpar a cara.
   -Ele desiludiu-te não foi Bianca Adams? Vem comigo, e eu prometo que serás feliz.
   -Quem é você? -Disse me levantando e limpando melhor a cara, e lhe olhei ficando paralisada, ele era alto, cabelo castanho com barba, e vestido de preto. -Tu? -Disse eu preparando para gritar mas ele correu até mim, e me paralisou e eu não conseguia defender nem gritar.
   -Sim eu, agora vamos fazer as coisas á minha maneira! -Disse o homem com ar sério.

             Capítulo 15

    -Tu és o Bruce Ventrue não és? -Disse assustada conseguindo soltar-me e falar.
    -Sim, mas pode não parecer, mas quero ajudar-vos, eles são injustos e segui as regras deles durante muitos milénios, fartei-me! E tu és boa demais para fazerem-te mal, eu quero ajudar-te. -Disse ele me soltando e se sentando na minha cama.
 Ele parecia dizer a verdade. Fiquei surpresa com o que ele disse, não estava á espera, e na minha mente se parecia fazer entoar um som de: Acredito ou não acredito? Diz a verdade ou mente? Naquele momento fiquei sem reacção, eu não esperava, não sabia que lhe dizer, agradecia? Mandava embora?
  -Como sei que diz a verdade? -Disse eu desconfiada ainda.
Ele pegou no tablet e mostrou um vídeo de uma reunião dos Ventrue, onde estavam todos reunidos numa grande sala, com paredes antigas como eles, uma mesa rectangular com o idiota do John Ventrue no topo, todos vestidos de preto (sempre que iam falar da morte de alguém vestiam-se assim, não sei porquê, deve ser de serem idiotas):
 John falou com o ar de convencido de líder que tinha e que me irritava :"O objectivo agora em que quero todos concentrados é: Pegar a Adams, e o Knight"
Outra voz se fez ouvir, era da Amy Ventrue: "Desculpe chefe... que irá fazer com eles?"
 John respondeu a sorrir: "Ela é a garota da lenda, tem uma alma e um coração pura, o sangue dela nos tornara invencíveis, os mais poderosos, os mais temíveis vampiros de todo o sempre, ou então... tornar minha esposa, e ficar connosco aqui, vampira, teria grandes poderes e ganhávamos uma grande aliada, o Robert também tem grandes poderes, seria um óptimo soldado aqui connosco."
 Vi o Bruce a sair e a levantar e John falou: "Onde vais meu irmão?"
   "Vi matares minha irmã por não te obedecer, não ficarei a olhar de novo."
    "Nos estás a trair?"
    "Não John, estou a fazer o certo, e não ser um assassino, quero ser livre." -Disse o Bruce na gravação a queimar a marca dos Ventrue que tinha no braço, á frente de todos, a sair pela porta, parou a gravação, e guardou o tablet.
    -Acreditas? Se eu não quisesse ajudar não mostraria isto, é isto que eles querem, e... minha irmã era como tu, boa, e ele transformou a mim, e depois a ela, só que a mataram.
  Eu me sentei ao lado dele e o abracei.
    -Lamento por tua irmã, e vamos fazer eles arrependerem-se de todo o mal que fizeram-nos.
    -E eu pelo que os Knight fizeram-te, e não entendo porque abraçaste-me.
  Eu sorri e simplesmente respondi:
    -Passaste tanto tempo no mal que esqueceste de tua alma, amigos ajudam-se, apoiam-se, e eu estou a apoiar-te a a reconfortar-te.
    -Não me lembro de ter alguém assim comigo, á muitos anos... obrigado por fazeres-me lembrar de quem eu era... -Disse o Bruce  a sorrir.
     -Tens onde ficar a dormir? -Perguntei.
     -Sinceramente... não....
     -Podes ficar aqui se quiseres, só que tens de ficar na sala, no sofá .. mas aquilo abre-se e fica uma cama, eu vou fazer... vem. -Disse levantando-me e ele atrás de mim e fomos até á sala onde estava meu pai deitado no sofá grande que estava no meio.
     -Pai, sai daí vai para o outro sofá. -Disse ao meu pai fazendo ele levantar e sentar no outro do lado esquerdo.
     -Mas... que vem a ser isto? Que faz aqui ainda o canalizador? -Perguntou meu pai confuso.
     -Pai... apresento-te o Bruce Ventrue...
     -Ventrue? Aqueles idiotas? -Disse meu pai pegando na arma carregada com balas de madeira rapidamente.
     -Me chamem de Bruce Black.
     -Calma pai! Ele está do nosso lado. -Disse-lhe colocando-me á frente e baixando a arma.
    -Como assim? -Perguntou meu pai confuso.
 Bruce pegou novamente no tablet e entregou ao meu pai, e enquanto ele via, abri o sofá.
     -Ele nos quer ajudar pai.
     -Bianca, podes usar este cobertor? -Disse ele a pegar um cobertor de uma mala que trazia.
     -Claro... mas qual é a diferença? -Perguntei, pegando no cobertor e acabando de fazer a cama.
     -É que temos de dormir com uma terra especial, e esse tecido é feito dessa terra. -Explicou.
 Enquanto eu acabava de fazer a cama, meu pai terminou de ver a gravação e entrega o tablet ao Bruce que a guarda. Meu pai levanta-se e dá um aperto de mão a Bruce.
    -Obrigado pela sua ajuda... Bruce Black.
    -Será uma honra ajudá-los, Senhor Adams.
    -Me trate por William.
   Bruce acenou com a cabeça de forma a dizer "Ok então", e meu pai saiu em direcção á porta da sala.
    -Até amanhã Bruce... minha linda filha... daqui a pouco passo por lá por teu quarto.
    -Também vou indo... -Disse dirigindo-me também para a porta. -Até amanhã Bruce, se precisares de algo me diz, ou ao meu pai.
    -Ok.... obrigado por me darem uma chance, e até amanhã. -Disse Bruce ao deitar-se.
  Eu sorri e desliguei a luz, e subi as escadas com o meu pai e paramos quando acabamos de subir.
    -Tu e teu irmão são as coisas mais importantes que tenho, fazo tudo por vocês dois. Dorme bem.- Disse meu pai a me dar um beijo na testa e o abracei.
    -Até amanhã pai... também adoramos-te... acredita.
  Meu pai se dirigiu-se até ao quarto dele e eu até ao meu, e que encontro quando entro? Meu irmão deitado na minha cama de boxeres!
  -Ventrue? Muito bem maninha...
  -A sério que estás assim na minha cama?! E ele está aqui para ajudar.
  -E sim... tenho calor... e também estou aqui para ajudar... como estás?
  -Como assim? -Perguntei fingindo não saber de nada
  -O Robert maninha.... -Disse ele levantando-se em minha direcção e abraçar-me ao ver que estava a começar a chorar. -Mal... já percebi.
 Ele me levou até á cama e se deitou comigo, me abraçou para aquecer, pois estava gelada, e adormecemos assim. Meu pai quando acabou de lavar os dentes veio até ao meu quarto e nos viu assim, virados um para o outro, eu encostada com a cabeça no peito dele e ele a abraçar-me, e teve de ter a excelente ideia de nos tirar uma foto assim, pegou na câmara rapidamente e tirou uma foto a rir, e viu o álbum em cima da secretária aberto... na foto do Robert comigo tirada no churrasco que tínhamos feito antes de tudo acontecer e fechou o álbum bruscamente mas sem nos acordar e saiu devagar e se foi deitar.
 Rapidamente amanheceu, era uma manhã estranha.. fria... escura... silenciosa, dava medo, nunca vira assim uma manhã, meu irmão acordou comigo, e fomos ambos até á cozinha e já encontravam-se o Bruce e meu pai lá a falar e a comer e nos sentamos.
   -Bom dia... -Dissemos os dois ao mesmo tempo.
   -Bom dia, meus dorminhocos. -Disse meu pai a rir e o Bruce também começou a rir.
   -Bom dia. -Disse o Bruce bebendo sangue que tinha ido buscar aos hospital e com um ar estranho.
   -Passa-se algo Bruce? -Perguntei.
   -O ar... está estranho hoje...
   -Também reparaste nisso? Dá até medo... -Disse.
   -Vem aí tempos difíceis... sinto isso no ar. -Disse o Bruce com ar preocupado.
 Comemos todos em silêncio e quando acabei me levantei ainda a limpar algumas lágrimas que escorriam-me pelos olhos.
   -É sábado, vou é dormir mais um pouco! -Disse indo para o quarto.
   -Tua irmã não está nada bem James... -Disse meu pai preocupado. -Odeio vê-la assim.
   -Também eu.... -Disse meu irmão.
   -Sei que não sou a melhor pessoa.... mas acho que é melhor deixar ela um pouco sozinha... descarregar as fúrias e se acalmar... -Disse o Bruce e concordaram, o meu irmão e meu pai e ao acabarem de comer foram ver um filme, acho que era... "Guerra dos Mundos"... e amo esse filme e foram ver sem mim, um pouco injusto.
 Estava deitada na minha cama, abraçada ao ursinho que o Robert me tinha dado num festival.... e me comecei a lembrar do dia... carroceis, barracas, roda gigante... ele a me abraçar, a comermos algodão doce, do mesmo, voltei ao presente, sentei-me na cama e rasguei o ursinho e mandei á parede a chorar, doí muito a traição, e aparece o Bryan atrás de mim a me abraçar calado... deitou-me... aconchegou-me, protegeu-me do meu próprio medo... mesmo calado e adormeci de novo e ele ficou acordado, com seus poderes de lobo entrou no meu sonho...
 Tudo no sonho parecia tão bom... segurança... confiança... tudo... havia um pequeno rio numa grande floresta e o Bryan estava lá de calças de ganga a rir na água... e eu de vestido vermelho pelos joelhos descalça... fui a correr e saltei para os braços dele... jogávamos água um no outro e ao saírmos da água, deitá-mo-nos na relva macia.
   -A invadir meu sonho?
   -Coisa de lobo... -Disse ele a rir e também comecei a rir. -És tão linda a rir, e aquele idiota tirou-te o sorriso, mas o vou trazer. -Disse colocando a mão dele na minha cara a acariciar, e a sorrir.
 Me encostei a ele, a cabeça ao peito dele, e rapidamente ficou de noite, e várias estrelas apareceram como estrelas cadentes também... nunca vira. Era lindo!
   -É lindo... nunca vi tal.. só mesmo em sonho... -Disse maravilhada
   -Tudo é possível Bia... basta acreditares.
 Tudo ficou negro, alguém entrara no meu sonho e expulsou o Bryan, não conseguia acordar, e ele gritou para meu pai, meu irmão, o dele, e o Bruce que estavam na sala a ver ainda o filme enquanto isso, no sonho eu também gritava muito assustada.
   -Bryaaaaaaaaaaaaaaaan, onde estás? Estou com medo.
Tudo ficou negro, um círculo de fogo fez-se á minha volta, uns olhos vermelhos apareceram.
   -Vamos falar.... agora que expulsei o cão, podemos falar. -Dizia uma voz familiar.
   -Quem és tu? Eu conheço tua voz...
   -Sim... me conheces... e agora quem controla teu sonho... sou eu!
   -Que fizeste ao Bryan? -Perguntei já irritada
   -Teu cão está no quarto a salvo, e eu me preocupava antes contigo... -Disse a rir.
 Enquanto tudo isto se passava estavam já todos no quarto a tentar acordar-me.
   -Eu estava no sonho dela... tudo ficou negro e fui como expulso, voltei sem eu querer, tentei acordá-la e voltar ao sonho e não consegui. -Disse o Bryan andando de um lado para o outro.
    -Alguém está a controlar o sonho dela... só ela pode acordar ou a pessoa libertar. -Disse o Bruce com ar sério.
 No sonho, tentava-me libertar do círculo de fogo.
    -Socorrooooo, alguém.... -Disse com medo.
 A pessoa se aproximava, o ar mais intenso, os olhos mais vermelhos... o medo cada vez maior... quem seria? Que ia fazer comigo? Que ia eu fazer? Estava cheia de medo...
 Continua....

3 comentários:

  1. Tens imenso geito para fazer historias destas *-*
    Gosto muiito continua assim =D
    - Clauudiazitaw

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  2. Concordo com a Lau ,
    Amei sua historia e tipo aquela historias ,
    q agnt lê e da aquele gostinho de quero mais ,
    Sempre gostei de lê historias tanto em livro e virtual ,
    Boom saiba q sua historia esta muito boa .
    - MelinaPaatysx

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  3. Quero mais sua doida ><
    Esta mto bom
    Eu não vou parar de ler até chegar ao fim x)
    - PrinxesaxD

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